ELEIÇÕES 2026: FLÁVIO BOLSONARO DIZ QUE TEM ATÉ O DIA 15 PARA ANUNCIAR VICE DA CHAPA

Estadão Conteúdo

 Candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) reafirmou, nesta terça-feira (04) que gostaria de ter como vice a ex-presidente da Caixa Daniella Marques, do Republicanos. Os partidos têm até o dia 15 de agosto para registrar oficialmente as chapas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).  O senador disse que já havia manifestado essa preferência durante as negociações com o Republicanos.

A legenda, porém, recusou o convite para integrar a coligação e decidiu permanecer neutra na eleição presidencial. Segundo Flávio, o candidato a vice deve transmitir uma mensagem positiva e ampliar a capacidade de articulação da chapa. Ele elogiou a atuação de Daniella no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e citou sua experiência nas áreas econômica e de relacionamento com o Congresso.

 O candidato disse que continuará buscando uma composição nacional com outros partidos até o fim do prazo. Segundo ele, as alianças são importantes para ampliar o tempo de propaganda no rádio e na televisão e facilitar a apresentação das propostas da campanha.

Flávio Bolsonaro reconheceu que dirigentes partidários têm receio de formalizar uma aliança nacional com sua candidatura, mas alegou contar com o apoio individual de nomes relevantes dessas siglas. Ele citou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e as senadoras Damares Alves (Republicanos-DF) e Tereza Cristina (PP-MS) como aliados, que vão participar da campanha, mesmo sem o apoio formal do partido.

Segundo o candidato, o PL já montou palanques em 22 Estados mais, que o dobro dos dez que, de acordo com ele, apoiaram Jair Bolsonaro em 2022. Flávio disse que partidos como Republicanos, PP, Avante e União Brasil estarão ao lado de sua candidatura em diversos Estados.

Flávio também criticou o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, escolhido para ser vice na chapa de Ronaldo Caiado. “Todo mundo qualifica Kassab como um grande articulador político. No PSD, no entanto, está sozinho: ele próprio teve que ser o escolhido vice na chapa do candidato do partido”, disse. O senador afirmou ainda que o PSD deveria apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por manter espaço no governo federal.

Foto Cristiano Mariz/Veja

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