Com força entre os auditores fiscais de Pernambuco, da ativa e aposentados, o movimento Unidade e Paridade decidiu lançar uma chapa com o mesmo nome para concorrer à eleição, em novembro, que definirá a nova direção do Sindifisco-PE – Sindicato do Grupo Ocupacional Administração Tributária do Estado de Pernambuco,
O grupo representa diversos segmentos da categoria que estão insatisfeitos com a forma como a atual gestão do sindicato tem atuado e que, segundo eles, tem enfraquecido a entidade. “Nós defendemos a independência e o resgate da força do Sindifisco, que tem permitido a divisão e o enfraquecimento da nossa categoria”, explicou Nilo Otaviano, candidato a presidente.
“Nossa chapa não sou apenas eu e os 10 colegas candidatos. Somos a linha de frente e a expressão de um movimento muito maior, com centenas de outros colegas, da ativa e aposentados, que se recusam a aceitar o descaso e a manipulação que mancharam a imagem do nosso sindicato”, ressaltou.
O grupo Unidade e Paridade defende a manutenção dos valores remuneratórios concedidos aos profissionais da ativa, mas exige que sejam não apenas mantidos, sejam incorporados à base de remuneração e estendido a todos da ativa e aposentados.
“Hoje os benefícios concedidos à ativa são penduricalhos que podem ser suspensos e retirados a qualquer momento e não chegam a todos, como deve ser o tratamento correto a uma categoria com a força histórica que o Sindifisco-PE já teve que deveria ter hoje”, disse. O movimento, segundo Nilo, tem propostas de gestão claras e firmes em favor do resgate do peso e da força do sindicato.
As principais propostas são: recuperação da paridade remuneratória; o resgate da segurança jurídica da remuneração do Goate, com a inclusão de todas as rubricas remuneratórias na LOAT; volta do alinhamento da remuneração com a carreira similar (incluindo o teto remuneratório e a defesa da concessão administrativa da licença-prêmio em pecúnia, no momento da aposentadoria, como já ocorre na Justiça estadual, no Ministério Público, na Assembleia Legislativa, no Tribunal de Contas, além de outros órgãos.
Outro aspecto fundamental defendido pelo grupo é a transparência na administração dos recursos do sindicato, que teve este ano sua prestação de contas rejeitada em razão da negativa em apresentar documentos que justificassem as despesas apresentadas.
“Os atuais dirigentes do Sindifisco recebem uma remuneração disfarçada de vale refeição. São mais de R$ 2 mil mensalmente, além do que já recebem no exercício da função. Tem cartão corporativo cujas despesas não são do conhecimento de todos”, criticou o pré-candidato .
“Nós somos auditores fiscais e temos que dar o exemplo em toda a movimentação financeira do Sindifisco. Infelizmente não é isso o que ocorre hoje. Em dois anos e meio, o sindicato acumula um rombo de mais de R$ 1.4 milhão em suas contas que foram cobertos com o uso das reservas da instituição”, denunciou Nilo Otaviano. Informações são da assessoria.
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