O número de beneficiários do Bolsa Família agora é maior que o de empregos com carteira assinada (o que exclui o setor público) em 13 das 27 unidades da federação. Ano passado, superava em 12. O Rio Grande do Norte era a única exceção na Região Nordeste até 2022. Não é mais.
Como todos os outros estados nordestinos, agora registra mais beneficiários do Bolsa Família do que empregos formais. Há também quatro estados do Norte nessa situação. Informações são do Pode 360.
O Maranhão é o Estado onde essa relação de dependência do benefício é mais forte. Há duas famílias maranhenses recebendo Bolsa Família para cada trabalhador com carteira assinada. Antes da pandemia, eram oito estados com mais benefícios que empregos formais.
Os economistas destacam que isso pode levar a um resultado preocupante: estagnação ou redução da contribuição dos assalariados nos tributos brasileiros.
O economista Marcelo Neri, diretor da FGV Social, destaca que o Bolsa Família é o programa social mais focado (que mais chega à população mais pobre, quem realmente precisa, em vez de beneficiar outros grupos). O aumento apressado dos cadastros às vésperas da eleição pode ter reduzido a eficiência da ação.
Além do grande aumento no número de beneficiários do programa social, há também um processo de mudança no mercado de trabalho, dizem economistas. Artigo recentemente publicado na Fipe mostra, por exemplo, que os MEI (Microempreendedores Individuais) já representam 11% dos contribuintes da Previdência, mas são responsáveis por apenas 1% da arrecadação do regime geral.
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