EM ANO ELEITORAL, LULA QUER PERDOAR ATÉ 90% DE CALOTES COM LANÇAMENTO DO DESENROLA 2

Com foco nas eleições deste ano,, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) promete perdão para inadimplentes ao lançar, nesta segunda-feira (04), uma nova etapa do Desenrola Brasil. Na 1ª edição, em 2024, 15 milhões de pessoas participaram do programa para quitar dívidas. Em março de 2026, contudo, o número de inadimplentes bateu o recorde histórico de 82,8 milhões de brasileiros.

As novidades do Desenrola 2 são o uso de até 20% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço para pagamento de dívidas e a proibição, por 1 ano, de utilizar plataformas de apostas on-line para quem aderir ao programa. O plano foi estruturado pelo Ministério da Fazenda para ampliar o alcance da política pública e dar ênfase a renegociações para públicos que ficaram fora da 1ª fase. Poderão ser negociadas dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, entre outras.

O novo modelo estabelece descontos entre 30% e 90% sobre o valor das dívidas, com juros de no máximo 1,99%. O uso do FGTS será permitido desde que o desconto seja de ao menos 40%. Como a negociação envolve bancos credores e a Caixa Econômica Federal, administradora do fundo, o governo avalia que a garantia de recebimento de, ao menos, 60% do valor deve estimular a adesão das instituições financeiras.

REJEIÇÃO ENTRE OS JOVENS

Entre os outros alvos do novo pacote contra o endividamento está o Fies – Fundo de Financiamento Estudantil. O programa tem uma dívida acumulada de R$ 120 bilhões – 65,1% dos 2,47 milhões de contratos ativos estão inadimplentes. Pesquisas recentes registram queda de Lula entre os jovens juvens. O Levantamento da AtlasIntel de março de 2026 mostra que 60,2% dos jovens entre 16 e 24 anos reprovam o presidente.

A Quaest chegou a resultado semelhante: 56% dos eleitores entre 16 e 34 anos avaliam o governo de forma negativa. O Desenrola 1, encerrado em 2024, beneficiou mais de 15 milhões de pessoas e renegociou R$ 53 bilhões em dívidas, mas não reduziu de forma estrutural o contingente de devedores. Porém, o Ministério da Fazenda disse, na época, que houve queda da inadimplência, sobretudo entre a população de menor renda.

Apesar disso, levantamento da Serasa mostra que 82,8 milhões de brasileiros estavam negativados em março, o maior número já registrado após 15 meses seguidos de alta. Os dados não são diretamente comparáveis porque o Desenrola mede o fluxo de pessoas atendidas ao longo do tempo, enquanto a inadimplentes, que estava na casa dos 70 milhões em 2024. Com informações do Poder360.

Foto: Brenno Carvalho /Agência O Globo

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