ESPECIALISTA DA FPS ALERTA SOBRE AVANÇO DA TUBERCULOSE NO MUNDO: SÃO 80 MIL CASOS ANUALMENTE

Hoje, 24 de março é marcado pelo Dia Mundial de Combate à Tuberculose – data importante para alertar a população sobre o diagnóstico precoce e o tratamento adequado para a cura da doença, que é um problema significativo de saúde pública no mundo.

Apesar dos avanços na medicina, segundo o Ministério da Saúde, são notificados aproximadamente 80 mil casos novos e ocorrem cerca de 5,5 mil mortes em decorrência da tuberculose no Brasil. De acordo com o médico e facilitador do Centro de Simulação da Faculdade Pernambucana de Saúde, Erick Pordeus, a doença, causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, afeta principalmente os pulmões, mas pode atingir outros órgãos.

“Sua transmissão ocorre por via respiratória, pela eliminação de aerossóis produzidos pela tosse, fala ou espirro de uma pessoa com tuberculose ativa (pulmonar ou laríngea), sem tratamento”, afirmou.  Os sintomas podem incluir tosse persistente, febre, sudorese noturna e perda de peso.

“A tuberculose pode se agravar caso não seja tratada corretamente, apresentando outros sintomas como dificuldade na respiração; eliminação de grande quantidade de sangue, colapso do pulmão e acúmulo de pus na pleura (membrana que reveste o pulmão) – se houver comprometimento dessa membrana, pode ocorrer dor torácica”, complementa. 

O diagnóstico precoce faz toda a diferença, tanto para o tratamento quanto para reduzir a transmissão da doença. Para a população geral, em caso de tosse persistente por mais de três semanas, uma unidade de saúde deve ser procurada. 

PREVENÇÃO

A principal forma de prevenção da tuberculose é a vacina BCG, que é oferecida de graça no Sistema Único de Saúde (SUS). A vacina, que protege contra as formas mais graves da tuberculose, deve ser aplicada nas crianças logo ao nascer ou, no máximo, antes dos 5 anos de idade. Outra estratégia de prevenção é o tratamento da Infecção Latente da Tuberculose (ILTB), que ocorre quando uma pessoa se encontra infectada pelo M. tuberculosis, sem manifestação da doença ativa. 

Essa medida serve para evitar o desenvolvimento da tuberculose ativa, especialmente nos contatos domiciliares, nas crianças e nos indivíduos com condições especiais, como imunossupressão pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), comorbidades associadas ou uso de alguns medicamentos.

“Para isso, é importante que a equipe de saúde realize a avaliação dos contatos de pessoas com tuberculose e ofereça o exame para diagnóstico da ILTB aos demais grupos populacionais, mediante critérios para indicação do tratamento preventivo”, afirmou Erick. 

O Centro de Simulação da Faculdade Pernambucana de Saúde, por exemplo, reproduz um ambiente real de hospital, com leitos, equipamentos, monitores, respiradores e bombas de infusão, além de manequins/robôs de alta fidelidade e atores de verdade.

“O propósito é fazer com que o profissional atinja excelência, competência e atualização baseados em evidências. Tudo isso em um ambiente livre de riscos, onde podem cometer erros e aprender com eles sem consequências graves”, complementa Brena Melo, a coordenadora pedagógica do CSim. Mais informações sobre treinamentos e agendas, nos telefones: 81 7335-5465 (whatsapp) | @csimfps (instagram).

Foto – Divulgação

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