FELIPE ALECRIM FAZ COMPARAÇÕES DA GESTÃO VICTOR MARQUES E CRITICA O EX-PREFEITO JOÃO CAMPOS

Blog da Folha

 Vereador Felipe Alecrim (Novo), disse em entrevista nesta sexta-feira (26), à Rádio Folha 96,7 FM, que a administração do prefeito Victor Marques (PCdoB) tem facilitado a atuação da oposição na Câmara do Recife.

Segundo o parlamentar,como o gestor assumiu o cargo há poucos meses e não concorrerá a outro nas eleições de outubro, sisso favorece o entendimento com a bancada não governista na casa legislativa. Ao analisar a performance do prefeito, o vereador comparou com a do antecessor dele, João Campos (PSB), hoje pré-candidato ao governo do Estado.

“A falta hoje de um projeto político de Victor Marques – ele não é candidato – é só o prefeito do Recife, também amortiza um pouco a ação da oposição”. “Com o ex-prefeito João Campos, o diálogo simplesmente não existia. Ele era um prefeito extremamente midiático, muito focado na internet, que mostrava um Recife que não é o Recife da vida real. Victor Marques parece ser alguém mais centrado na gestão e tem construído um diálogo mais amplo com a Câmara Municipal”, afirmou.

Ao comentar o cenário político na Câmara do Recife, Felipe Alecrim disse que o número de vereadores cotados para disputar as eleições de 2026 não compromete a atuação da oposição. Talvez esta seja a legislatura que tenha mais pré-candidatos da Câmara Municipal, mas o trabalho não para e a oposição não perde qualidade.

Na legislatura passada, o time da oposição tinha quatro vereadores; hoje nós temos 11. Isso mostra uma mudança na política”, declarou. Felipe Alecrim também analisou a disputa pelo governo de Pernambuco e fez uma comparação entre as administrações da governadora Raquel Lyra (PSD) e do ex-prefeito João Campos.

Segundo o vereador, Raquel herdou um Estado quebrado e promoveu avanços, enquanto a capital ainda enfrenta problemas em áreas essenciais. “Avalio o trabalho que a governadora Raquel Lyra vem desempenhando, como um bom trabalho – principalmente pelo formato como se pegou o governo do Estado, extremamente desgovernado”.

“Não posso dizer o mesmo do ex-prefeito João Campos. No Recife, você não consegue agendar atendimento médico nem ter acesso a exames; faltam insulina e dipirona nas farmácias. A prefeitura gasta 600 milhões com publicidade, propaganda e festa, mas destina apenas 200 milhões para o combate às enchentes”, avaliou.

ALIANÇA ELEITOREIRA

Alecrim também comentou a aproximação entre João Campos e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para o vereador, a relação tem motivações eleitorais.  O ex-prefeito João Campos diz que é soldado do presidente Lula, mas há tempos atrás ele dizia que nos dedos das suas mãos não cabiam tantos corruptos como tem no PT.

“No impeachment da ex-presidente Dilma, ele e o PSB foram a favor e votaram por unanimidade”, afirmou. Sobre a aproximação entre João Campos e o PT, o parlamentar afirmou que o apoio ao ex-prefeito não é consenso dentro da legenda e disse acreditar que João enfrentará dificuldades para consolidar essa aliança politicamente.

“Você vê um vereador como Osmar Ricardo, que é presidente municipal do PT, que não está com o João Campos. Você vê o próprio João Paulo (Lima), ex-prefeito do Recife, que não está (apoiando João). O PT reconhece tudo o que João Campos não representa dentro do partido”.

“Então, acho que ele vai ter grande dificuldade de conseguir vender essa imagem de soldado de Lula, tendo em vista todo o seu histórico. A gente chama isso, e eu não tenho nenhum pudor de dizer, talvez um dos maiores estelionatos eleitorais que existe aqui na política recifense e pernambucana”, Felipe Alecrim também criticou a forma como João Campos constrói a imagem política.

Segundo explicou, o ex-prefeito prioriza a comunicação nas redes sociais, mas deixa de apresentar ações que produzam resultados concretos à população. “Na construção dessa relação, você termina conquistando a prioridade do voto.

Nitidamente, o ex-prefeito João Campos busca isso por meio das redes sociais e acaba apresentando projetos e ações que, na minha concepção, não fazem sentido. De forma objetiva, não trazem benefícios nem para a cidade nem para a vida das pessoas”, concluiu.

Foto: Gabriela Albuquerque/Folha PE

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