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Senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, nesta quarta-feira (03), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “é a única pessoa do Brasil que quer essas tarifas”. A declaração foi dada depois de o governo de Donald Trump (Partido Republicano) propor uma taxa de 25% sobre uma ampla lista de produtos do Brasil.
Para o senador, Lula “xingou” o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, como estratégia para provocar a aplicação das tarifas. “Por isso que ele está fazendo de tudo para provocar os Estados Unidos. E dane-se as empresas brasileiras que serão prejudicadas”, afirmou em vídeo publicado em suas redes sociais.
O pré-candidato disse ainda que, se Lula quisesse que as tarifas não fossem aplicadas, agiria de outra forma – como ele fez em seu encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump – quando pediu para não taxarem as empresas brasileiras. “Estamos buscando o caminho do diálogo e da diplomacia. Se depender de mim, não vai ter tarifa nenhuma”, disse o senador.
Nesta quarta-feira(03), Lula declarou que Rubio “não gosta da América Latina e muito menos do Brasil”. A fala foi proferida um dia depois do anúncio da proposta de novas tarifas pelo governo Trump e de declarações do secretário de que Brasil não seria um país “amigável”.
PROPOSTA DE TAXAÇÃO
O governo de Donald Trump (Partido Republicano) propôs uma nova taxa de 25% para produtos brasileiros, depois da conclusão de uma investigação do USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) que identificou no Brasil supostas práticas comerciais “não razoáveis” que “oneram ou restringem” o comércio norte-americano. A medida ainda será analisada em consulta ao setor privado.
O novo tarifaço deixa de fora produtos estratégicos para o mercado norte-americano, como: carnes, frutas e café brasileiro. O governo Lula avalia que a medida tem motivação política. As tarifas foram propostas, ao todo, para 60 países, incluindo Reino Unido, União Europeia e Austrália. Em 2025, o governo Trump fez uso da medida como forma de barganha política com outros países, para que diminuíssem a tarifa aplicada.
Em fevereiro deste ano, o republicano afirmou que poderia usar as tarifas de forma “muito mais poderosa e desagradável”. No mesmo mês, a Suprema Corte dos EUA julgou como ilegal a medida de Trump. O presidente norte-americano afirmou que a decisão foi “uma vergonha para a nação”.
Foto – Divulgação/Agência Senado




