O assassinato de dois policiais militares, durante operação na noite da última quinta-feira, levou o vereador Marco Aurélio Filho (PRTB) a posicionar-se sobre a criminalidade, no Estado.
Presidente da Comissão de Direitos Humanos na Câmara do Recife, ele considera ser urgente construir uma ação estratégica entre os poderes públicos, estabelecendo ações de inteligência e gerenciamente de crise, para reduzir os índices de violência.
O crime aconteceu no Bairro de Tabatinga, em Camaragibe, municípo da Região Metropolitana do Recife -RMR. Segundo o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, os policiais, foram chamados para conter um tumulto gerado por conta de som alto e disparos de armas de fogo. Os PMs teriam sido recebidos a tiros.
O suspeito de matar os soldados, Alex Silva foi morto e outras cinco pessoas da família do acusado também foram assassinadas. Confira abaixo o texto do Vereador, na íntegra.
“Estranho seria não se pronunciar. Ficar calado em um momento como este é corroborar com a naturalidade o cenário de violência que acomete a população e também atinge os agentes públicos de segurança que saem de casa para nos proteger sem saber se vão voltar para suas famílias”.
“Durante muitos anos o tema “Direitos Humanos” foi considerado antagônico ao de {Segurança Pública}. A Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social (PNSPDS) tem como princípios o respeito aos direitos individuais e coletivos como também a proteção, valorização e reconhecimento dos profissionais de segurança pública.
“É por isso que defendemos o desarme das “minas ideológicas” para que possamos construir uma ação estratégica e integrada do poder público – municipal, estadual ou federal – com atividades de inteligência e gerenciamento de crise para combater os índices de violência, com investimentos em diversas frentes, tanto na prevenção quanto no combate à criminalidade”.
“Em paralelo, é preciso a construção de uma verdadeira política de valorização dos agentes de segurança pública: policiais federais, policiais militares, bombeiros militares, policiais civis, policiais penais e guardas municipais nas suas carreiras, progressões, saúde mental e proteção”.
“Direitos Humanos, cada vez mais, também é coisa de polícia”.
Marco Aurélio Filho
Vereador e presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Câmara Municipal do Recife.
Foto – Divulgação/CMR




