Semana passada, o casal Tiago Leifert e Daiana Garbin comoveu todo Brasil ao anunciar que a filha, de apenas um ano e três meses, havia sido diagnosticada com retinoblastoma, um câncer raro de olho. De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia e Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica, a doença tem cura.
Segundo o oftalmologista, Alexandre Ventura, diretor do Instituto de Olhos Fernando Ventura, assim que a criança nasce, é preciso fazer um exame conhecido por Teste do Olhinho”. “Para combater qualquer doença, a precocidade da descoberta é importantíssima.
“Esse teste deve ser feito, de preferência, logo após o nascimanto, se possível na maternidade. O acompanhamento de toda criança deve ser feito com o pediatra e o oftalmopediatra. É necessário pelo menos uma consulta no primeiro ano de vida”.
“No caso da filha do Leifert, ele percebeu por uma foto. Nossa retina transmite um reflexo vermelho, uniforme. No caso de opacidade no olho, ele vai dar uma alteração de coloração. Um dos sinais de que algo está errado é quando fica com a cor branca”, explicou o Oftalmologista.
OUTRAS DÚVIDA
Alexandre Ventura explica ainda, que o olhar meio de lado da criança é outro fator que deve ser observado, pois é um sinal que algo está errado.
“Esse é um dos sinais de que algo de errado está acontecendo. A fixação do olhar deve ser uniforme nos dois olhos. Ela tentou desviar o olhar para focar com outra parte da retina, buscando uma área do olho que não tivesse com o problema. Esse desvio é chamado de estrabismo”.
SOBRE O CÂNCER
“Geralmente se desenvolve no primeiro ano de vida. Sendo no primeiro ano, será um câncer mais grave, podendo ser bilateral ou trilateral, comprometendo células primitivas do cérebro. Mas ele se desenvolve até 5 anos de idade”.
Desenvolvendo mais tarde, ele torna-se um câncer mais brando. Mas infelizmente é um câncer maligno, que precisa de acompanhamento e tratamento específicos”, disse.
“Dependendo do tamanho do tumor, os menores podem ser tratados com laser, crioterapia (congelamento da massa tumoral), ou até cirurgia, com a remoção intraocular.
Em outros casos, a quimioterapia é necessária. Ela é uma ‘bomba’ para matar o tumor, mas hoje conseguimos quimios direcionadas, através de intervenção cirúrgica”.
O Oftalmologista destaca que não existe na nomenclatura médica um fator de risco sobre a origem da doença. “Os tumores nos primeiros anos de vida costumam ter origem genética. Existem alterações de mutação de células de retina, que vão proliferar” pontuou o médico Alexandre Ventura .




