Prefeito de Petrolina e pré-candidato ao governo de Pernambuco Miguel Coelho (DEM), concedeu entrevista nesta quinta-feria (30) a Rádio Clube e evitou dar muitas respostas sobre as decisões de sua nova sigla, que prepara uma fusão com o PSL, no cenário nacional para as eleições de 2022.
“O que estamos discutindo é a necessidade de construir um projeto competitivo ao nível estadual, para poder disputar os cargos de governador, vice-governador e ao Senado. A questão nacional não é o timing [momento] agora”, afirmou Miguel Coelho.
Ele ainda ainda complementou alegando que é “legítima” a defesa que cada partido faz de seus projetos nacionais, assim como o DEM também começa a se posicionar e fazer essa discussão interna nos seus quadros”.
A convenção que vai definir os últimos detalhes da fusão entre o DEM e o PSL, criando uma sigla nova, está marcada para o próximoi dia 6 e será o ponto de partida para que o partido comece as discussões conjuntas acerca do cenário nacional, a partir das possíveis alianças estabelecidas.
A sigla, que deve se tornar a maior tanto em tamanho de bancada como em recursos financeiros do fundo eleitoral, terá candidaturas por várias partes do Brasi, segundo se estima.
“Hoje, o Democratas, por si só, já tem 7 pré-candidatos ao governo do Estado. Após a fusão, os números que a gente tem trabalhado dentro do partido é em torno de 12 a 14 pré-candidaturas. Em quase metade do Brasil terá uma candidatura majoritária desse partido”, explicou Miguel Coelho.
Para o Democrata, realizar um trabalho conjunto na construção de candidaturas e costuras de apoio, com um “palanque aberto”, é um ponto crucial para uma eventual vitória da oposição, em Pernambuco.
“A gente não pode estar querendo fazer um projeto de mudança em Pernambuco, querendo se isolar. Mantemos o canal aberto com todos os partidos de oposição, mas também abrindo novas portas para que a gente possa construir pontes de aliança no futuro”.
“O PSL é um partido “que vocês da imprensa nem cogitavam que saísse da frente popular” e será o maior do Brasil, está na oposição em Pernambuco”, ressaltou.
Miguel Coelho disse ainda que, nas eleições majoritárias, historicamente, os partidos formam grandes alianças que reúnem várias siglas e, por isso, incluem apoios a diversos candidatos no plano nacional. “Todas as chapas de governador em Pernambuco seja de um lado ou outro tinham mais de um candidato a presidente”, pontuou.




