Foto: Fellipe Sampaio /SCO/STF
Tendo como base o acordo de colaboração premiada do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, a Polícia Federal (PF), em episódio inédito, encaminhou, nesta terça-feira (11), ao Supremo Tribunal Federal -STF pedido de abertura de inquérito contra o ministro e ex-presidente do STF, Dias Toffoli.
De acordo com informações da Folha de São Paulo, Toffoli pode ter chegado a receber R$ 4 milhões em troca de benefícios políticos. Cabral disse, em delação, que Toffoli recebeu R$ 4 milhões, no período de 2014 a 2015, para beneficiar prefeitos de cidades fluminenses, em processos no Tribunal Superior Eleitoral -TSE. Toffoli foi ministro do TSE no período de 2012 a 2016.
Toffoli também presidiu o Supremo, durante dois anos – de maio de 2014 a maio de 2016. Os pagamentos por venda de decisões teriam sido operacionalizados pelo ex-secretário de Obras do Rio de Janeiro, Hudson Braga. Ainda de acordo com o delator, os repasses também envolvem a advogada Roberta Rangel, esposa de Dias Toffoli. A ação da PF é considerada inédita.
Isto porque, é a primeira vez que a Polícia Federal solicita ao STF, uma investigação envolvendo um ministro do Supremo. O pedido integra uma nova rodada de inquéritos que foram solicitados pela PF baseados nas informações repassadas por Sérgio Cabral. O material foi entregue ao relator do caso, ministro Edson Fachin, que enviou a Procuradoria-Geral da República -PGR, para que o órgão se manifeste.
Através de assessoria, o Ministro informou não ter conhecimento sobre as informações reveladas pelo Ex-governador do Rio e negou as atuações em favorecimento de políticos e o recebimento dos valores milionários.




