Polícia Federal (PF) e a Controladoria Geral da União (CGU) deflagraram, nesta quinta-feira (01), A Operação Hefesto, para investigar uma possível organização envolvida no desvio de verbas do Fundo Nacional da Educação (FNDE) por prefeituras de Alagoas, na compra de kits de robótica para escolas dos municípios envolvidos no esquema.
Os órgãos apuram possíveis crimes de superfaturamento, desvios milionários de verbas públicas federais, lavagem de dinheiro e organização criminosa no Fundo por meio de emendas parlamentares. Informações são do Correio Brazliense.
Na operação desta quinta-feira, que tem o potencial de atingir aliados de importantes políticos do Estado nordestino, foi feita a prisão temporária de duas pessoas, em Brasília, e cumpriu mandados de busca e apreensão em 24 endereços nos estados de Alagoas, Pernambuco, São Paulo e no Distrito Federal. Também foram apreendidos bens móveis e imóveis de 27 investigados, que, juntos, somam mais de R$ 8 milhões.
De acordo com as investigações dos órgãos, o FNDE destinou recursos a diversas prefeituras de Alagoas para a aquisição de equipamentos de robótica educacional, que teriam sido comprados por meio de processos de licitação viciados, quase sempre por meio de uma única empresa, com valores superfaturados.
A empresa citada nas investigações, revelada pela Folha de São Paulo em abril de 2022, é a Megalic, que está em nome de Edmundo Catunda, pai do vereador de Maceió João Catunda (PSD). Edmundo e João tem proximidade com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) e a ligação entre os três, é pública.
A operação foi deflagrada um dia após um dos maiores embates de Lira com o governo Lula, para a aprovação da Medida Provisória da Esplanada, que definiria se o desenho dos ministérios atuais continuariam em vigor ou seria dissolvido. A ação também quebrou o sigilo bancário de 42 investigados, além do sigilo fiscal de 40 pessoas e empresas.
Foto – Divulgação/ Polícia Federal




