O prefeito de Itapissuma, Zé de Irmã Teca (PSD), foi afastado do cargo, na manhã desta terça-feira (29), por meio da segunda fase da Operação Dragão do Mar, da Polícia Civil de Pernambuco. A iniciativa apura crimes de corrupção, fraude em licitação, entre outros. O político, que foi reeleito em 2020, já havia sofrido ação de afastamento, em 2019, na primeira fase da investigação, que apurou desvio de R$ 10 milhões.
Na ação foram emitidos um total de 24 mandados de suspensão do exercício de cargos, empregos ou funções públicas por 180 dias – entre os alvos, está o prefeito. Também há 26 de busca e apreensão, emitidos pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco – TJPE, com alvos em Paulista e Igarassu, além de Itapissuma, na Grande Recife.
Os nomes das outras pessoas que tiveram o afastamento decretado pela Justiça, nem onde trabalham, não foram divulgados. As investigações que resultaram nessa segunda fase começaram em janeiro de 2020, mês seguinte à primeira fase sob o comando da delegada Viviane Santa Cruz, titular da 1ª Delegacia de Combate à Corrupção.

Nesta etapa, os delitos apurados são peculato – crime cometido por funcionário público que desvia bem público para proveito próprio ou alheio, corrupção, fraude em licitação, falsidade ideológica, crime de responsabilidade e também desrespeito à Lei Trabalhista.
Os materiais apreendidos, como computadores, celulares e documentos, foram encaminhados ao Grupo de Operações Especiais – GOE, no Bairro do Cordeiro, Zona Oeste do Recife. Os detalhes da operação, devem ser divulgados em coletiva de imprensa no final desta manhã, segundo a Assessoria de imprensa da Polícia Civil.
FASE 1 DA OPERAÇÃO
Na primeira fase da operação, em dezembro de 2019, além do prefeito, foram afastados a vice-prefeita, quatro secretários municipais e três vereadores de Itapissuma. Em junho de 2020, Zé de Irmã Teca foi autorizado a retomar o mandato. Na época, a Polícia Civil investigava o desvio de R$ 10 milhões do poder público municipal, pago para cabos eleitorais.
Segundo o inquérito, o município não tinha licitação para execução de limpeza urbana e pegava dinheiro da Assistência Social, para pagar moradores para fazer o serviço. No entanto, ainda de acordo com a investigação, essas pessoas também tinham que participar de comícios e passeatas.




