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Candidato ao Senado pela Federação PSOL/Rede Sustentabilidade, Paulo Rubem Santiago (Rede), criticou a pressão para que o seu grupo retire a candidatura de Ivan Moraes (PSOL) ao governo de Pernambuco. Em entrevista à Folha de Pernambuco, nesta quinta-feira(13), Santiago confirmou que o PSB, de João Campos, sugeriu um acordo para que a federação abrisse mão da candidatura ao Palácio do Campo das Princesas.
“Não há a menor possibilidade de que se ceda às pressões diante de problemas que estão acontecendo com a candidatura do PSB. O PSB tem que resolver isso durante a campanha”, afirmou, descartando a possibilidade de haver uma intervenção da direção nacional da legenda no diretório estadual.
Paulo Rubem revelou que, durante uma reunião realizada na terça-feira (12), dois representantes da direção nacional do PSOL apresentaram um acordo proposto pelo PSB para a retirada da candidatura de Moraes em troca da manutenção do apoio socialista à candidatura da ex-deputada estadual Manuela D’Ávila (PSOL) ao Senado pelo Rio Grande do Sul. Paulo Rubem classificou a sugestão como “ameaça”.
“Não temos nenhuma possibilidade de abrir mão dessa candidatura (ao governo), até porque é uma premissa completamente equivocada pressionar para que um outro partido retire a candidatura, como se isso representasse uma transferência automática de votos”, disse.
Teoricamente, o PSB, presidido nacionalmente pelo ex-prefeito do Recife e candidato ao governo, João Campos, seria o principal beneficiado com um eventual acordo dessa natureza – uma vez que os eleitores de Ivan Moraes migrariam para ele com uma eventual desistência.
Ao criticar o teor do acordo, Paulo Rubem relembrou, o apoio do PSB ao candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB), em 2014, ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e os ataques, em 2020, ao PT feitos pelo então candidato à prefeitura do Recife João Campos
Paulo Rubem aposta no crescimento da candidatura de Ivan Moraes após o início da campanha, com as sabatinas e os debates. “A candidatura de Ivan pode favorecer um segundo turno, o que é bom para democracia e para a visibilidade política”, complementou.
Foto- Reprodução/Redes sociais




