Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
Com alta de 53% nas vendas do comércio varejista ampliado, em comparação com o mesmo período do ano passado, Pernambuco registrou o quinto melhor desempenho do País do setor durante o mês de maio.
De acordo com o balanço divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE por meio da Pesquisa Mensal do Comércio – IPMC , o resultado do Estado superou a média nacional, que cresceu 26,2% no mesmo período nos segmentos que inclui as seguintes atividades: veículos, motos, partes e peças e de material de construção.
No acumulado do ano, o avanço foi de 28,1%, se mantendo acima do desempenho do País, que cresceu 12,4%. A tendência se manteve na variação acumulada dos últimos 12 meses, com alta de 14,9% em Pernambuco, contra 6,8% no Brasil.
O resultado do Estado ficou abaixo da média brasileira, apenas, na série de ajuste sazonal, com crescimento de 2,6% no Estado versus 3,8% no País.
A maior alta registrada ficou por conta das vendas de livros, jornais, revistas e papelaria, com avanço de 390% , em maio de 2021, se comparado ao mesmo período de 2020. O volume de vendas de tecidos, vestuário e calçados e veículos, motocicletas, partes e peças, também foi destaque, com alta de 258,6% e 161,8%, respectivamente.
De acordo com a gerente de planejamento e gestão do IBGE em Pernambuco, Fernanda Estelita, a base de comparação baixa, ajuda a explicar tal resultado.
“O estado vivia o momento de maior restrição na circulação e funcionamento de atividades econômicas de toda a pandemia. Os destaques de alta em maio são as atividades que vinham sofrendo mais, com quedas sucessivas em todo o ano de 2020. As retrações, no movimento contrário, ocorreram nas atividades que vinham conseguindo melhor desempenho nesse período”, afirmou.
No acumulado deste ano, a maior alta ficou por conta dos veículos, motocicletas, partes e peças, com aumento de 75% no volume de vendas, seguido por outros artigos de uso pessoal e doméstico, 59,2% e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos na terceira posição, com 44,2%.
As maiores quedas ficaram por conta da subcategoria de eletrodomésticos, -14,1% e móveis e eletrodomésticos, -10,7%. Na variação dos últimos 12 meses, o maior avanço registrado foi na venda dos artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, com alta de 30,6%, junto com veículos, motocicletas, partes e peças, 30,4%.
No varejo restrito, que exclui as vendas de material de construção, veículos, motocicletas, partes e peças, a alta do Estado foi discreta em maio deste ano, 0,4%. O resultado coloca Pernambuco na segunda pior posição do País para o período, ficando à frente apenas de Goiás, que registrou recuo de 0,3% e foi a única localidade com desempenho negativo no Brasil. No país, a média ficou em 1,4%.
O desempenho pernambucano em maio representou uma queda significativa em comparação com o mês anterior, quando o Estado avançou 8,8%. Já em comparação com o mesmo período do ano passado, Pernambuco conseguiu um aumento de 26,8% nas vendas do comércio varejista.
Nesse mesmo período, o avanço no Brasil foi de 16%. Já na variação acumulada do ano, o varejo pernambucano teve alta de 13,2%, contra 6,8% da média brasileira. No acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento do Estado ficou em 8,9%.




