A luta pelo piso salarial enfermagem continua firme em diversas regiões do Brasil, seja com ações de parlamentares ou com a mobilização de profissionais nas ruas. Os estados de Pernambuco e Rio de Janeiro foram os únicos a implementar uma greve para cobrar o piso salarial da enfermagem das autoridades, que teve início em 10 de março.
Diante disso, diversos serviços de enfermeiros, técnicos e auxiliares foram paralisados ou reduzidos para permanecer com a greve do piso salarial da enfermagem. No Estad foi identificado o impacto da greve dos profissionais de saúde, beneficiados pelo piso salarial da enfermagem, na vacinação e na coleta de exames laboratoriais da rede municipal de Recife.
Em algumas policlínicas, a vacinação contra a Covid-19 foi paralisada, assim como a coleta de sangue em laboratório. Serviços como vacinação de antirrábica, exames de pré-natal, neonatal e partos são alguns dos que foram menos afetados pela redução da equipe grevista pelo piso salarial da enfermagem.
Segundo a Secretaria de Saúde do Recife (Sesau), a greve do piso salarial da enfermagem “tem tido impacto contundente na desassistência à população”
Segundo o Sindicato Profissional dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem de Pernambuco (Saten-PE), o funcionamento das equipes durante a greve em defesa do piso salarial da enfermagem em Pernambuco segue da seguinte forma:
- 100% parados – Atenção básica (PSF, UBT, PACS), serviços ambulatoriais e aqueles que não funcionam 24h
- 50% parados – Serviços de média e alta complexidade (policlínicas, maternidades, centros de parto normal e hospitais (exceto serviços de urgência)
- 20% parados diante da greve – Serviços de urgência, emergência, bloco cirúrgico, SRPA, UTI e centros exclusivos de vacinação contra Covid-19.
Foto- Divulgação




