Câmara do Recife realizou na manhã desta sexta-feira (02) reunião pública para debater o tema “Rotas de Fuga, Abrigos e Medidas de Emergência Durante as Chuvas no Recife”.
A iniciativa foi da vereadora Liana Cirne (PT), com o objetivo de discutir as medidas que estão sendo adotadas pelo Poder Público para impedir as perdas de vidas e materiais.
Parlamentar queria saber sobre o que tem sido feito em termos de ações, como preparação de abrigos, possível adoção de rotas de fugas, de sistemas de alarme e ações emergenciais, para evitar a tragédias, como as o registrada no mesmo período chuvoso do ano passado.
No dia 24 de maio do ano passado, chuvas fortes trouxeram transtornos à cidade e puseram os órgãos públicos em alerta, ocasionando deslizamento de barreiras, desmoronamento de casas e transtornos no trânsito e na vida de milhares de pessoas.
“Estamos fazendo um trabalho de escuta da sociedade civil. Onde estivemos, ouvimos o medo das pessoas de que se repetisse o mesmo que ocorreu no ano passado”, disse a Vereadora.
Liana Cirne esclareceu que a audiência pública é a terceira de uma série que o seu mandato vem realizando sobre o tema. As duas anteriores debateram os preparativos do Recife para as chuvas e sobre a poluição dos rios que cortam a cidade. Ela afirmou ainda que, diante da catástrofe do ano passado, visitou diversas comunidades como Campina do Barreto, Dois Unidos, Ibura de Baixo.
Uma das principais demandas dos moradores das áreas de riscos (morros e alagados) e das lideranças locais, segundo Liana é sobre informações acerca de locais para abrigamento, rotas de fuga e medidas emergenciais de proteção e assistência.
“Esta reunião de hoje surgiu do trabalho que estamos fazendo junto às comunidades mais atingidas pelas chuvas. Nos dias de chuvas fortes, no ano passado, o nível dos rios subiu rapidamente, as pessoas precisavam sair de suas casas e não sabiam para onde ir.

Esta reunião de hoje surgiu do trabalho que estamos fazendo junto às comunidades mais atingidas pelas chuvas. Nos dias de chuvas fortes, no ano passado, o nível dos rios subiu rapidamente, as pessoas precisavam sair de suas casas e não sabiam para onde ir. Não adianta ter lugar de abrigo e não ter a divulgação de onde as pessoas podem ir. Também não adianta ter as rotas de fuga e não divulgá-las.
A representante da Defesa Civil, Giselle Vieira, fez uma apresentação de slides sobre o planejamento da Prefeitura do Recife, com o plano rota de fuga, plano de inverno e de contingência das áreas de risco. Ela comentou que “é um desafio para a Defesa Civil trabalhar com os problemas de deslizamento nas áreas de morro, pois há 190 localidades de riscos, entre morros e áreas ribeirinhas.
O número foi ampliado com as 54 comunidades que sofrem situações de alagamento no ano passado”, disse. O mapeamento das regiões, de acordo com Gisele Vieira, mudou o cenário da cidade. “A classificação de risco também aumentou depois do ano passado”.
ENCAMINHAMENTOS
Liana Cirne disse que os encaminhamentos da reunião pública são os seguintes: pedir à Defesa Civil que estude a alteração de metodologia para disponibilização dos abrigos (e aumentar capacidade de abrigamento); realização de um trabalho de divulgação das rotas de abrigo emergencial, em 12 de junho, em todas as áreas de risco, por meio da Defesa Civil.
E ainda: fazer um apelo à Neoenergia para adoção de medidas emergenciais para evitar mortes por choque elétricos; apelo ao Corpo de Bombeiros para divulgar plano de salvamento; agendamento de uma visita técnica com diversos órgãos no Ipsep.
Também estão na lista de encaminhamentos: divulgação de rotas de fuga nas comunidades pelos agentes municipais de saúde; divulgação de todos os protocolos de abrigamento e solicitação de um plano de atuação da Compesa para as áreas atingidas, que ficam sem água potável.
Fotos – Divulgação/CMR




