Indomável Pernambuco! Em meados de 1817, Pernambuco hasteou sua nova bandeira declarando independência da coroa portuguesa. Instaurou-se, então, um governo republicano com nova constituição; baniram-se os impostos e concedidas foram as liberdades de imprensa e religiosa.
Nesta segunda-feira, 6 de março é comemorado em todo o Estado, a Data Magna de Pernambuco, instituída pela Lei estadual nº 16.059/2017, que estabeleceu também o feriado .
A celebração faz alusão ao movmento considerado um marco na história do Brasil, onde o Estado deu o primeiro passo para tornar o país independente. O levante político-social teve caráter separatista e também ficou conhecido como a “Revolução dos Padres” devido à participação ativa de padres e da Igreja Católica.
Também é considerado um movimento pioneiro na tomada do poder contra os desmandos da “Família Real”, que morava na Corte, no Rio de Janeiro, contra as províncias. Pernambuco se tornou independente, formando um novo país, com direito à bandeira, leis próprias e força armada.
Dom João VI, enfurecido, despachou exército e marinha que acabaram por sufocar a revolução que havia se alastrado por todo o Nordeste. Todavia, os 75 dias de liberdade e igualdade perpetuaram profundas marcas no espírito do povo pernambucano.
Na época, a então “Capitania de Pernambuco” era uma das mais ricas do período e campeã na produção e exportação de cana-de-açúcar, logo, era a que mais rendia lucros aos portugueses.
Impulsionados pelos ideais iluministas da Revolução Francesa e no lema “liberdade, igualdade e fraternidade” os pernambucanos sentiam-se injustiçados pela quantidade de tributos que tinham que pagar para sustentar os luxos da monarquia portuguesa que estava instalada no Rio de Janeiro desde 1808
O movimento tornou Pernambuco independente do Brasil e da Coroa Portuguesa, com o apoio dos estados de Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. A República, apesar de curta, durando apenas 75 dias deixou um legado inigualável, inestimável inestimável e é inspiração até os dias de hoje.
Um deles para orgulho de todos os pernambucanos é a bandeira do Estado. Apesar de ter sido concebida durante o movimento, a flâmula só foi oficializada 100 anos depois, em 1917, pelo decreto Nº 459/1917, do então governador Manuel Antônio Pereira Borba.
Em relação à concepção original, no entanto, sofreu uma pequena alteração: foram retiradas duas das três estrelas que ficavam acima do arco-íris, representando o Rio Grande do Norte e a Paraíba, em referência à República pernambucana.
O padre João Ribeiro, revolucionário e líder da Revolução e que trabalhava também como desenhista botânico, foi criador da flâmula, que tem significados relevantes em cada cor e cada símbolo.
O azul representa o céu; o branco, a paz; e o arco-íris (verde, amarelo, vermelho), a união dos pernambucanos. Quanto aos símbolos, a estrela é o estado no conjunto da federação; a cruz, a fé na justiça e no entendimento; e o Sol, a força e a energia de Pernambuco.
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