Poder 360
Saída do ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil) depois de ter sido denunciado pela Procuradoria-Geral da República – PGR, por corrupção faz com que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenha que adiantar decisões sobre a reforma ministerial.
Por enquanto, o Chefe do Executivo não planejava mexer em espaços ocupados pelo Centrão, somente os controlados por petistas. Com a vaga aberta pelo deputado do União, as siglas mais ao centro voltam a crescer os olhos para aumentar sua participação no governo e, consequentemente, no Orçamento do Executivo.
A bancada que mais tem vocalizado sua insatisfação com o Ministério que controla, é atualmente o PSD da Câmara, que tem André de Paula (PSD-PE) no comando da Pesca. Os outros comandados pelo partido são: a Agricultura, com Carlos Fávaro, e Minas e Energia, com Alexandre Silveira, ambos aliados pessoais e bem cotados por Lula.
O Presidente quer apoio eleitoral com suas mudanças ministeriais – algo improvável de conseguir do presidente da sigla, Gilberto Kassab, atualmente. No início da noite desta terça-feira (08), Juscelino publicou uma carta aberta de demissão, onde diz ter tido o apoio incondicional de Lula durante seu tempo no ministério e que a decisão de sair é para proteger o projeto de país pensado pelo presidente.
A decisão havia sido comunicada em almoço com a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e a cúpula do União Brasil em Brasília. A ideia de Juscelino era afastar-se para poder se defender da denúncia da PGR e evitar constrangimento para Lula. O almoço entre Gleisi, o presidente do União Brasil, Antonio Ruedae o líder do partido na Câmara, Pedro Lucas (MA), já estava marcado há 15 dias.
Diante da denúncia, porém, o Ministro foi convidado a participar. Também foram chamados para o encontro o ministro do Turismo, Celso Sabino (União Brasil-PA) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (PSD-AP). No almoço, ficou decidido que o Ministério das Comunicações continuará com o União Brasil. Pedro Lucas, de 45 anos, é o mais cotado para assumir o cargo.
Foto: Sérgio Lima/Poder360




