Numa decisão histórica, o plenário do Senado rejeitou nesta quarta-feira (29) a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal – STF. Foram apenas 34 votos favoráveis ao indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O resultado ficou a sete votos do mínimo necessário para a aprovação.
Os únicos nomes rejeitados para o Supremo na história do Brasil foram indicados por Floriano Peixoto, presidente entre 1891 e 1894. O marechal, que governava o País de forma autoritária, tinha uma relação conflituosa com o Legislativo. Atual advogado-geral da União – cargo com status de ministério, Messias é um nome de confiança de Lula. Sua indicação foi um gesto do governo em direção à população evangélica, já que ele é membro da Igreja Batista.
A tramitação da indicação de Messias no Senado foi marcada por resistências. O indicado enfrentou insatisfação especialmente por parte do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que defendia a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) ao Supremo.
Mais cedo, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado havia aprovado a indicação de Messias por 16 votos a 11. O Plenário ainda precisava votar e dar aval ao nome. Durante a sabatina na CCJ, Messias reforçou sua posição contrária ao aborto e criticou as decisões individuais do STF que, segundo ele, diminuem a dimensão institucional do Supremo.
Foto: Jorge Silva/ Reuters




