Os nove partidos que entraram no governo, em 2022 conseguiram aumentar o número de prefeitos correligionários nos estados que comandam. A alta, na comparação com 2020, foi de 339%. Nos 17 entes federativos que mantiveram o mesmo grupo político no poder, por reeleição ou sucessão – o crescimento no número de prefeitos do mesmo partido do governador foi menor – 63%.
O Distrito Federal não foi incluído no levantamento porque não tem municípios e, consequentemente, não elege prefeitos. Os números mostram que o peso da máquina pública é relevante na atração de prefeitos. Municípios têm uma falta crônica de dinheiro e recorrem a 3 mecanismos para ampliar receitas: 1) emendas do Legislativo, 2) repasses estaduais e 3) repasses federais.
Governadores, cientes da necessidade, usam seu orçamento para ampliar a base de apoio local. O Estado que teve o maior crescimento do partido ligado ao governador foi Tocantins. Wanderlei Barbosa (Republicanos) era vice de Mauro Carlese, afastado pela Justiça em 2021.
Assumiu o governo e foi reeleito em 2022. Seu partido elegeu um prefeito em 2020 e 57 em 2024 – alta de 5.600%. Antes das eleições, trouxe para o seu partido prefeitos no cargo. Muitos se reelegeram – e tornou a sua sigla a maior do Estado.

Infográfico/Poder 360
O Estado que teve o maior crescimento do partido do governador foi a Paraíba, de João Azevedo (PSB). A sigla elegeu quatro prefeitos em 2020 e passou para 69 em 2024 – alta de 1.600%. No outro extremo está o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), que pior desempenho dentre todos os governadores que se mantiveram no poder.
Em 2020, o PSDB gaúcho elegeu 31 prefeitos no seu Estado. Em 2024, foram 33 – alta de 6%. observadores politicos afirmam que o partido enfrenta uma crise que pode levar à fusão com outras siglas. Por outro lado, outros dois governadores tucanos, Raquel Lyra, em Pernambuco e Eduardo Riedel Mato Grosso do Sul, são destaques: eles tiveram desempenho superior.
Foto: Secom-PE




