Deputado Alberto Feitosa (PL) classificou de ato “absurdo”, a prisão do ex-ministro do Turismo Gilson Machado na última sexta-feira (13). De acordo com o parlamentar , a prisão teve o objetivo de criar uma “cortina de fumaça” a fim de ocultar as revelações publicadas pela Revista Veja, que colocariam em xeque a delação premiada de Mauro Cid no julgamento dos ataques do 8 de janeiro.
Em discurso na sessão plenária da Assembleia Legislativa de Pernambuco – Alepe, Feitosa saiu em defesa do ex-ministro. O parlamentar ressaltou que Gilson Machado é pai de família e homem íntegro. Eo coronel também criticou as manifestações de comemoração feitas por integrantes do PT nas redes sociais.
“Vossas excelências deviam pensar se quem deveria ser preso na última sexta-feira era Gilson ou aqueles que roubaram os aposentados do nosso País. Aproveitem a energia de vocês e vão buscar justiça, mas deixem de debochar de um pai de família e um homem íntegro que foi preso injustamente”, afirmou.
Alberto Feitosa questionou a legalidade e o momento da prisão, destacando que esteve com o ex-ministro um dia antes do episódio, durante agenda com Bolsonaro no Rio Grande do Norte. “Será que não queriam prender Gilson lá, na frente de Bolsonaro e dos apoiadores presentes, para fazer uma cortina de fumaça ainda maior?”, indagou.
O deputado também criticou o processo judicial: “Aqui no Brasil, o ônus da prova cabe a quem acusa, e não a quem se defende. É como se dissesse: prove que você não fez o que eu tô dizendo que você fez”.
Foto: Roberto Soares/Alepe




