VEREADOR PRESO POR PRÁTICA DE RACHADINHA É DIPLOMADO NO CABO DE SANO AGOSTINHO

G1 PE

Vereador Irmão Flávio (PL), do Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, preso desde julho, por prática de “rachadinha” (quando o parlamentar recebe parte dos salários dos funcionários do gabinete) foi diplomado nesta sexta-feira (18).

Ele foi um dos alvos da Operação Rateio II, da Polícia Civil e foi reeleito com 1.078 votos. Irmão Flávio, que antes das eleições utilizava o nome político de Flávio do Fórum, está detido no Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna – Cotel, em Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife.

Na solenidade de diplomação realizada pelo Tribunal Regional Eleitoral TRE-PE, na Câmara Municipal, ele foi representado pela irmã, Belinda Roberta da Silva Leite, que recebeu o diploma. A cerimônia ocorreu no plenário da Câmara.

A Operação Rateio II investiga crimes como peculato, falsidade documental, organização criminosa e frustração de direito trabalhista. De acordo com a Polícia Civil, a suspeita é de que o vereador tenha se apropriado indevidamente de até 90% dos salários dos comissionados da Câmara. Três assessores dele também foram presos.

De acordo com a polícia, um dos assessores do Vereador recebia R$ 12,5 mil e repassava a maior parte para o Parlamentar e também foi preso porque atrapalhava as investigações. O terceiro assessor seria um pastor, que fazia casamentos coletivos a pedido do vereador em troca de apoio e votos para o parlamentar.

De acordo com a Câmara Municipal do Cabo de Santo Agostinho, foram eleitos 21 vereadores para a próxima legislatura. Atualmente, há 17 parlamentares no Legislativo municipal. Questionada se mesmo preso o irmão Flávio poderia tomar posse , a Câmara Municipal se limitou a informar que os advogados do vereador reeleito “estão juridicamente resolvendo todas as questões” para que ele possa tomar posse.

A Câmara também explicou, que, cada parlamentar tem até 10 dias, após o dia 1º de janeiro, para se apresentar e tomar posse. Se, nesse período, ele não for até o local, o presidente da Casa Legislativa informa ao Tribunal Regional Eleitoral para que sejam tomadas as medidas cabíveis.

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