MONTANHAS DA JAQUEIRA – O ano 2022 acabou na boca das urnas e 2023 já começou a botar as unhas de fora. São unhas da cor de brasa do poder emergente. As unhas poderosas destilam sentimentos ambíguos, de amor e desilusão, liberdade e censura, alegrias e tristezas.
Haverá picanha e cerveja para todos, assim prometeu Moisés depois da abertura do mar vermelho. Ou haverá censura e pau no lombo para os rebeldes derrotados nas urnas? Nosso País será pacificado? Eis a questão.
Os primeiros lances do pré-governo Lula em direção ao mercado foram desastrosos. As ações da Petrobrás fizeram um protesto, sem censura, no pregão da Bovespa. O dólar ficou nervoso e ameaçou entrar em greve. Os investidores não se comovem como discursos ideológicos e seguem a lei de que o bolso é o órgão mais sensível do corpo humano.
Não há o que se questionar sobre a boca eletrônica das urnas. Lutar contra moinhos eletrônicos de ventos é a luta mais vã. As urnas cibernéticas são inocentes. Desde o primeiro dia de governo Bolsonaro foi submetido ao bombardeio implacável das forças mais poderosas do sistema.
Ensaiaram todas as vozes para falar de amor e odiar o capitão. As palavras mais amenas dirigidas a ele foram, e ainda são, “genocida”, “fascista” e “mentiroso”. Foi chamado até de arroz doce. É o Geni, daquele saudoso ex-compositor o Chiquinho. Nunca se odiou tanto em nome do amor.
Ao ser abençoado e protegido pelos luminares da República e pela mídia, o príncipe encarnado, tão inocente! passou a simbolizar todas as virtudes humanas, o amor, a esperança, o Petrolão, aliás, o perdão. Do outro lado do balcão o capitão foi transformado no capetão, aquele que atrai todos os raios e tempestades.
As globelezas produziam noticias nas horas vagas e de minuto a minuto fabricavam raios e flechas venenosas lançadas no lombo do capetão. As globelezas e os institutos de pesquisa operam como partidos de oposição a Bolsonaro, apesar de ainda não terem registro na justiça eleitoral. Disseram que a facada de Adelio nunca existiu, assim como as propinas da Odebrecht nunca existiram.
A galera da seita vermelha delirou, delirou! Desde que foi extraído do buraco negro da segunda instância no planeta Curitiba, dia 8 de novembro de 2019, ficou decretado que o o príncipe encarnado seria eleito presidente desta terra de Vera Cruz. As canetas falaram: cumpra-se! Com tantas ondas, ventos e canetas a favor, o príncipe encarnado converteu-se de antevéspera em virtual presidente eleito.
LIVRO – Miguel Arraes, Roberto Magalhães, Gustavo Krause, Carlos Wilson, a caterva vermelha de sempre, Zé Paulo Cavalcanti Filho, Zé Limeira, Joaquim Francisco, Emenda das Diretas, Brizola, Madonna, Doutor Strangelove, o filósofo The Gaule, Humberto Costa, Plano Real, Abelhinha, personagens da época da Anistia e dos tempos presente – ene animais políticos desfilam em meu novo livro “PLANETA PALAVRA”, que está no forno e será lançado na virada do ano.
O livro é dedicado aos meus primos da nossa família dos primatas, os Gorilas, os Símios, Orangotangos, Chipan-Zés e a todos os Zés da humanidade brasileira.
Por: José Adalbertovsky Ribeiro – Jornalista e escritor




