Prefeito do Recife, Victor Marques anunciou, nesta quinta-feira (21), os quatro homenageados dos festejos juninos 2026, celebrando pela primeira vez, os profissionais que fazem a festa embaixo dos palcos, dedicando-se aos preparativos, saberes e fazeres artesanais e ancestrais, que garantem a belezura das tradições nordestinas.
“Estamos anunciando os homenageados do São João 2026, com representações muito simbólicas para o Recife. Vamos reverenciar Caju e Castanha, referências da embolada e do repente nordestino, além de três importantes fazedores de cultura: a costureira Mãe Nena, o aderecista e figurinista Ricardo Luiz de Souza e o sapateiro Lucivan Batista. A nossa cultura é muito rica e queremos mostrar as diferentes expressões e pessoas que ajudam a mantê-la viva”, afirmou o prefeito.
Pela primeira vez, o São João do Recife vai homenagear profissionais dos bastidores da festa, protagonistas que não gozam do devido reconhecimento do grande público. São três artistas que costuram, enfeitam, inventam e reinventam, todo ano, a festa recifense com as próprias mãos e imaginações: a costureira Maria Lúcia Nascimento, conhecida como Mãe Nena, o aderecista e figurinista Ricardo Luiz de Souza e o sapateiro Lucivan Batista dos Santos.
Completa a lista de defensores da cultura nordestina celebrados pela festa a dupla Caju e Castanha, emboladores que confirmam, há 50 anos nos palcos do país, as mais profundas raízes das tradições poéticas, orais e musicais do povo nordestino.
“Celebrar personagens que atuam nos bastidores do São João é reconhecer a importância das muitas trabalhadoras e trabalhadores que fazem a cultura acontecer todos os dias. São pessoas que ajudam a construir a beleza e a identidade da nossa festa popular”, destacou a secretária de Cultura do Recife, Milu Megale, ressaltando também o papel dos “artistas anônimos que, mesmo sem subir ao palco, também dão um show”.
“Sem esses profissionais, nenhuma festa tem brilho, cor ou memória. Eles fazem parte da força coletiva que mantém as tradições populares sempre em movimento”, afirmou o presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife, Marcelo Canuto.
Foto: Marlon Diego/ PCR




