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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 80 anos, chega a pouco mais de 6 meses do 1º turno da eleição presidencial desaprovado por 61% dos brasileiros. É a maior taxa já registrada desde março de 2024 –quando a pesquisa começou a ser feita com duas perguntas binárias: se o eleitor aprova ou desaprova tanto o desempenho pessoal do presidente como o do governo.
A avaliação que os eleitores fazem do petista é pior do que a que fazem do governo como um todo. No caso da administração federal, 57% desaprovam e 37% aprovam. Os dados são de pesquisa do PoderData realizada de 21 a 23 de março de 2026.
A avaliação do desempenho de Lula mostram que, em dois anos, de março de 2024 a março de 2026, a percepção da população sobre o trabalho do presidente se deteriorou expressivamente. À época, o gap entre os que aprovavam e desaprovavam Lula era de 11 pontos. Agora, essa diferença triplicou: são 30 pontos.
A avaliação do governo como um todo também oscilou desfavoravelmente ao petista, mas menos do que no caso do desempenho pessoal do presidente. A aprovação da administração federal está no menor patamar desde o início do mandato e a desaprovação subiu 6 pontos percentuais desde setembro de 2025.
“A boca do jacaré” – a diferença entre os que aprovam e desaprovam – está bem aberta: 20 pontos percentuais separam as duas curvas. A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios.
Os dados foram coletados de 21 a 23 de março de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos, com 2.500 entrevistas em 132 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%
PIORA A 6 MESES DA ELEIÇÃO
A nova pesquisa PoderData mostra um agravamento relevante para Lula a pouco mais de 6 meses da eleição. A alta da desaprovação ao presidente está em um nível elevado de rejeição para um incumbente que tentará a reeleição. O governo também piorou, mas segue mais bem avaliado do que o presidente. O descolamento, que persiste há alguns meses, indica que o desgaste é mais concentrado em Lula do que na estrutura do governo.
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