Correio do Povo
Com o fim do feriadão, o Congresso Nacional retoma, nesta terça-feira (22), as atividades presenciais em uma semana que promete ser intensa e na qual a proposta de anistia ganhará ainda mais destaque nos movimentos e discussões.
Em meio a turbulências, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), enfrenta o maior desafio do seu curto período no comando da Casa. Ciente da complexidade do cenário, Motta vem tentando construir o desfecho de forma compartilhada, envolvendo não apenas os líderes partidários, mas também o Executivo e o Judiciário.
A intenção, no entanto, de buscar alternativa que agrade todas as partes envolvidas é uma missão impossível. Construir uma saída que seja razoavelmente palatável é um caminho bem mais provável. Um dos encontros envolverá a participação do presidente Lula, que deve conversar na sequência também com os líderes partidários.
Recentemente, o petista se encontrou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil). Motta e Alcolumbre, aliás, integraram a comitiva de Lula na viagem ao Japão. Apesar de Motta ter estabelecido a possibilidade de atuação remota na semana que antecedeu os feriados da Páscoa e de Tiradentes, visando minimizar a pressão em torno da pauta, o resultado foi o contrário e a pressão se ampliou ainda mais.
O PL obteve 262 assinaturas e protocolou, no último dia 14, o pedido de urgência na análise da proposta que concede a anistia aos envolvidos nos atos de vandalismo do 8 de janeiro. Outro elemento, porém, entrou no cenário e pode levar a alterações da proposta, facilitando seu avanço.
Líder da oposição na Câmara, Luciano Zucco (PL) já havia afirmado, durante entrevista ao Programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba, que a defesa pela aprovação da anistia não poderia passar a mensagem de “liberou geral” e que uma alternativa seria apresentada.
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