LOCKDOWN: CONSTRUÇÃO E INDÚSTRIA SEGUEM FUNCIONANDO E SE MANIFESTAM A RESPEITO

O anúncio de medidas mais rígidas apresentadas pelo governo pernambucano, nesta segunda-feira (15), também repercutiu nos setores de construção civil e indústria. Ambos os segmentos foram poupados nas restrições anunciadas para o período de 18 a 28 deste mês.  Para o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Pernambuco Sinduscon-PE, a liberação do setor foi resultado de todo esforço realizado anteriormente contra a Covid-19.

“Para o Sinduscon-PE, trata-se de uma vitória para o setor. É resultado do esforço e comprometimento de empresários e colaboradores na adoção de medidas de contenção da Covid-19. Cuidados foram adotados tanto nos canteiros quanto nas áreas administrativas das construtoras”, afirmou o sindicato por meio de nota.


“Começamos esta jornada desde o fechamento dos canteiros em março de 2020, quando foi iniciado um diálogo com o poder público, através do qual foi elaborado conjuntamente um protocolo de funcionamento, amplamente divulgado por esta entidade e seguido pelas construtoras após a reabertura dos canteiros, em junho”, relata o presidente do Sinduscon-PE, Érico Furtado Filho.

“O sindicato e o setor agradecem ao então secretário do Desenvolvimento Econômico do Estado, Bruno Schwambach, e ao atual secretário, Geraldo Júlio, pela manutenção desse canal de comunicação, no qual as partes envolvidas foram construindo soluções a quatro mãos”, declara.

Já o setor industrial, representado pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), apresentou seu comunicado em um tom mais preocupado, ainda que reforçando a importância de cumprir as novas restrições. “Para os trabalhadores permanecerem saudáveis é preciso que eles tenham qualidade de vida e dignidade, que são proporcionadas pelo emprego formal. No entanto, em recente pesquisa realizada pela Fiepe neste mês de março, foi identificado que quase a metade dos empresários (46,2%) precisou fazer demissões e quase 70% deles ainda não conseguiram readmiti-los.

É um dado alarmante que faz com que já tenhamos a quarta maior taxa de desocupação do Brasil, com 19%” afirmou a Federação por meio de nota. A Fiepe também cobrou medidas de incentivo fiscal e comprometimento do governo para que empresas consigam se manter de pé. “Sabemos das limitações enfrentadas pelo poder público em todos os níveis, mas é preciso que cada um faça a sua parte.

Assim como as empresas vêm se sacrificando, os governos também precisam reduzir seu custeio com a máquina e destinar maior verba para investimentos, principalmente em saúde. Precisamos sim salvar vidas e estamos nessa luta juntos, mas, sobretudo, necessitamos de contrapartidas para manter os empregos e os negócios firmes, porque serão eles os responsáveis por ajudar a retomada da economia quando tudo isso passar”, concluiu a Fiepe por meio de nota.


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