Blog da Folha
Janela partidária – período em que parlamentares com mandato podem mudar de partido – foi encerrada na última sexta-feira (03), provocando uma reorganização do cenário político de Pernambuco para as eleições deste ano. O sábado (04) marcou o prazo final para a desincompatibilização de pré-candidatos – exigência aplicada a quem ocupa cargo, função ou mandato e pretende concorrer a um cargo eletivo diferente do que exerce atualmente.
De acordo com a cientista política Priscila Lapa, o Partido Social Democrático (PSD) presidido no Estado, pela governadora Raquel Lyra, obteve o maior fortalecimento para as eleições deste ano. “Não tenho dúvida de que o partido que mais agregou foi o da governadora, o PSD, que se tornou uma das legendas mais competitivas. Para os candidatos proporcionais, ele vai perdendo a atratividade, porque tem nomes muito fortes concorrendo pela legenda que podem prejudicar os candidatos estreantes.
A especialista também apontou a importância da federação União Progressista e o crescimento de siglas como o Podemos na atração de novos filiados. Até então sem representação na Assembleia Legislativa de Pernambuco – Alepe, o PSD recebeu nove deputados estaduais e se tornou uma das maiores da Casa. Os deputados Antônio Moraes, Aglailson Victor, Débora Almeida, Izaías Regis, Joãozinho Tenório, Romero Sales Filho, William Brígido, Socorro Pimentel e Jarbas Filho ingressaram na legenda.
O Podemos, foi o segundo partido a ganhar mais filiados no Legislativo. Luciano Duque, Edson Vieira, Wanderson Florêncio, Gustavo Gouveia, Fabrizio Ferraz, Jeferson Timóteo e Mário Ricardo optaram por ingressar na sigla, que faz parte da base de apoio à governadora Raquel Lyra.
Também da base da governadora, o deputado France Hacker deixou o PSB e se filiou ao PP. A agremiação também recebeu as filiações de Dannilo Godoy, Joel da Harpa e Gleide Ângelo. Da bancada independente, o deputado Renato Antunes deixou o PL e se filiou ao Novo, que passou a ter representação na Casa.
OPOSIÇÃO
Na oposição, as mudanças levaram o presidente da Alepe, deputado Álvaro Porto e o deputado Diogo Moraes a deixarem o PSDB – partido da base da governadora. Porto ingressou no MDB, partido que compõe a base do pré-candidato ao governo do estado e ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB). Já Moraes voltou ao PSB, partido pelo qual foi eleito.
Waldemar Borges também voltou à sigla socialista após ter migrado para o MDB. Ele, no entanto, não disputará a reeleição. O deputado Romero Albuquerque migrou, em uma semana, do União Brasil para o PSB, depois filiou-se ao PP e, por fim, voltou ao PSB. Já o PT reforçou a bancada na Alepe com a chegada de Dani Portela e João Paulo Costa, passando a contar com cinco parlamentares. Por outro lado, o deputado Junior Matuto se filiou ao Republicanos.
No Congresso Nacional, o deputado federal Túlio Gadêlha deixou a Rede Sustentabilidade para provavelmente ser a aposta de Raquel Lyra para o Senado pelo PSD. A SIGLA também foi o destino escolhido por Uchoa Júnior, que deixou o PSB. Outro apoiador de Raquel, Mendonça foi para o PL, enquanto o Pastor Eurico se filiou ao PSDB.
O deputado Fernando Rodolfo assumiu o comando da federação PRD/Solidariedade e o legislador Luciano Bivar ingressou no MDB. Bivar é cotado para ser suplente do senador Humberto Costa (PT) na disputa pela reeleição na Casa Alta. O senador e pré-candidato à reeleição Fernando Dueire saiu do MDB e se filiou ao PSD, reforçando o alinhamento com a chefe do Executivo estadual.
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