NIKOLAS CRITICA CONEXÕES DOS MINISTROS DIAS TOFFOLI E ALEXANDRE DE MORAES COM O BANCO MASTER

Deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou nesta sexta-feira(16), em suas redes sociais, as conexões dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal- STF, com o Banco Master. Em vídeo publicado nas redes sociais, Nikolas citou viagens de magistrados da Corte bancadas pela instituição financeira.

“Quando um banco patrocina eventos com ministros da mais alta Corte do país, a pergunta é: isso é normal? Não. Então por que ainda não gerou essa indignação em todo mundo? Em seguida, o congressista mencionou conexões pessoais de Toffoli com pessoas ligadas ao Master e questionou decisões do magistrado no processo do banco.

Toffoli é o relator do caso no STF. “Isso não são detalhes. Isso é nexo causal entre relação pessoal e decisões institucionais”, declarou. Nikolas questionou também congressistas e integrantes da esquerda que divulgaram o envolvimento de pessoas ligadas ao Master com campanhas de políticos de direita.

“Quando esse escândalo explode, eles tentam jogar tudo no colo da direita, porque no final das contas nunca é culpa deles. O argumento é que pessoas ligadas ao banco doaram para campanhas de políticos da direita. O curioso é que as doações da direita são públicas, declaradas e dentro da lei. Já as de esquerda, isso aí a gente nunca descobre”, disse.

VÍNCULO

O deputado citou ainda a ligação do ministro Alexandre de Moraes com o caso. Viviane Barci de Moraes, mulher do magistrado, foi contratada para defender o Master. O vínculo, que não foi cumprido integralmente, foi assinado em 16 de janeiro de 2024. Estabelecia pagamentos de R$ 3,6 milhões por mês, o que renderia R$ 130 milhões ao escritório da família de Alexandre de Moraes até 2027. 

O congressista rejeitou argumentos de que seu espectro político estaria sendo blindado no caso. “Que direita é essa que estaria sendo protegida por Toffoli e pela esposa de Alexandre de Moraes? É o mesmo STF que prendeu o maior líder da direita e está colocando penas absurdas para o pessoal do dia 8 [de janeiro]“, questionou.

“Então esse caso está longe de ser encerrado – é nebuloso, cheio de decisões que precisam ser esclarecidas, que precisam ser explicadas. Não é um caso fechado, uma narrativa pronta e muito menos algo que possa ser varrido para debaixo do tapete com recortes convenientes”, concluiu o deputado Nikolas Ferreira.

Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *