NO GOVERNO LULA, CONGRESSO NACIONAL NÃO ELEGE NENHUM PRESIDENTE DA BASE PETISTA

Poder 360

Sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Congresso Nacional nunca elegeu um presidente que fosse filiado a um partido da base governista. Desde 2003, quando Lula assumiu o Planalto pela 1ª vez, o presidente do Senado –que representa o chefe do Congresso – sempre pertenceu a siglas de fora da coligação do governo.

Depois das eleições de Hugo Motta (Republicanos-PB) para a Câmara e de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) para o Senado, a estatística de presidentes do Legislativo que são filiados a outros partidos que não da base governista se mantém. Apesar disto, Lula já afirmou que trabalhará em harmonia com eles e estabelecerá “uma nova relação”.

O ex-deputado federal Marco Maia (PT-RS) assumiu o comando da Câmara no final de 2010, quando Michel Temer (MDB) renunciou para concorrer na chapa de Dilma Rousseff (PT) . Concorreu à reeleição e recebeu 357 votos. Senado também não elegeu um presidente que fosse do colegiado petista ou aliado à base.

GOVERNABILIDADE SEM O CONGRESSO

Durante o seu 1º mandato, Lula teve vitórias no Legislativo. Aprovou pautas importantes ao seu governo. Foi o caso da aprovação do programa Bolsa Família, em 2004, resultado de muita negociação da administração petista com congressistas do Centrão. 

Foto: Sérgio Lima/Poder360

Porém, sem o apoio completo do Congresso, a governabilidade de Lula ficou marcada pelo Mensalão –escândalo de corrupção orquestrado pela cúpula do PT para comprar o apoio de congressistas. Isso atrapalhou o petista ao final de seu governo, com partidos opositores afastando-se das negociações com o governo.

No segundo mandato, o clima tenso que permeava a relação entre o Executivo e o Legislativo continuou. Isso levou mais congressistas a se oporem ao petista. Lula, então, enfrentou mais vetos às suas sanções quando comparado com o seu primeiro governo.

No entanto, o Executivo novamente conseguiu aprovar novas propostas importantes, como o Minha Casa, Minha Vida, em 2009.  No terceiro mandato, a relação entre Lula e os presidentes Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG) se manteve agridoce. Congressistas que não são da base petista reclamam que Lula está cada dia mais isolado e o acesso a ele é “difícil”.

Com as eleições de Motta e Alcolumbre, pautas de interesse do governo federal, como os ajustes em relação ao Imposto de Rend) devem ser aprovadas, mas a partir de concessões, como: mudanças ministeriais.

Para chegar em 2026 com chances de ser reeleito, o Congresso Nacional será decisivo no futuro político do petista e até para um possível sucessor de sua gestão. . Lula encara uma desaprovação de 51% e uma queda de popularidade recorde do mandato, além de uma série de promessas de campanha ainda não cumpridas.

Foto – Divulgação

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