Ir para o conteúdo
segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Política e cotidiano de Pernambuco

POLÍTICA

PL DE MICHELE COLLINS PROÍBE USO DE “LINGUAGEM NEUTRA” EM ESCOLAS DO RECIFE

Por Luzimar Dias Atualizado em 19 de fevereiro de 2021

 Vereadora Michele Collins (PP) apresentou Projeto de Lei – PL proibindo o uso da “linguagem neutra”, do “dialeto não binário” ou de qualquer outra forma de linguagem que modifique a utilização da Norma Culta nas instituições de ensino do Recife. iniciativa estabelece que, estudantes  das  redes  pública  e  privada  de  ensino  do  Município  do  Recife devem aprender a língua portuguesa de acordo com a “norma culta”.

A proposição foi publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (18). A matéria foi encaminhada para as comissões da Câmara de Vereadores do Recife. O PL vai tramitar nas comissões de Justiça, Finanças, Educação, Cultura, Turismo e Esportes da Casa José Mariano. Contudo, ainda não há previsão de votação.

O descumprimento pode acarretar punições que vão desde a advertência, até multa entre R$ mil e R$ 3 mil, ao estabelecimento de ensino. Já o descumprimento por parte do administrador público poderá acarretar a abertura de procedimento administrativo para “apuração de responsabilidades”.

Na justificativa do Projeto, a Vereadora diz que a linguagem neutra usa uma “bandeira equivocada” para alterar a língua culta. “Trata-se de uma forma de linguagem que objetiva alterar a utilização de vogais temáticas, sob a bandeira equivocada de luta pela democratização da linguagem”.

“O assunto é considerado, já que é amparado na ideia de que metodologias devem ser alteradas, para que não se utilizem determinadas expressões masculinas, por meio de investidas, no nosso entendimento, erradas de alterar a Língua Portuguesa. Nesse sentido, é estabelecida uma identificação artificial de gênero “neutro”, substituindo-se o artigo “o” por “x” ou outro símbolo que supostamente elimine a marcação binária de sexo masculino ou feminino”.

Segundo Michele, a linguagem pode comprometer o aprendizado de “determinados alunos”. “Além de não ter alicerce linguístico, a “linguagem neutra” busca eliminar o uso do gênero masculino para sinalizar um grupo de indivíduos. É importante registrar que a Língua Portuguesa é oriunda do Latim, que deu origem ao nosso idioma, e, portanto, não pode ser considerada preconceituosa ou machista.

Ademais, essa neolinguagem vai comprometer a aprendizagem de determinados alunos, como autistas e crianças com deficiência visual, que terão de se readaptar à leitura em decorrência da falta de padronização quanto ao uso da Norma Culta”, criticou Michele Colins .

Leia também

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *