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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) o decreto que impõe taxa adicional de 40% sobre as tarifas de 10% que já estavam em vigor para os produtos exportados pelo Brasil ao país norte-americano. As taxas começam a vigorar em sete dias e não serão aplicadas a quase 700 produtos, como: alimentos, minérios, produtos de energia e aviação civil, entre outros.
O início do tarifaço estava programado para 1º de agosto, mas um comunicado anunciando a assinatura do decreto explica que ele passará a valer para produtos que entrarem no país ou saírem de um armazém para o consumo a partir de sete dias contados da data da assinatura (ontem). De acordo com o comunicado da Casa Branca – sede do governo norte-americano – o Brasil representa um risco para os EUA. confira trecho da nota.
“O presidente Donald Trump assinou uma Ordem Executiva implementando uma tarifa adicional de 40% sobre o Brasil, elevando o valor total da tarifa para 50%, para lidar com políticas, práticas e ações recentes do governo brasileiro que constituem uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos EUA”.
O documento diz ainda que a taxa pode ser elevada caso o governo Lula decida retaliar os EUA com outro aumento. O documento que impõe as tarifas cita o ministro do STF Alexandre de Moraes e o julgamento de Jair Bolsonaro. A Casa Branca classificou o processo contra o ex-presidente como uma “perseguição, intimidação, assédio e censura”.
As decisões judiciais do Brasil contra big techs também foram mencionadas. O governo americano disse que membros do governo brasileiro tomaram “medidas sem precedentes para coagir empresas americanas de forma tirânica e arbitrária” com objetivo de “censurar” discursos políticos, remover usuários e alterar políticas de moderação de conteúdo sob penas de “multas extraordinárias” e processos criminais.
Foto: Nathan Howard/Reuters




