O CDS – Credit Default Swap de cinco anos, conhecido como o risco país ou risco Brasil, atingiu 205,0 pontos na segunda-feira (30), em relação a 2023, quando foi de 132,49 pontos. O risco Brasil registrou a maior alta anual desde 2015, quando o País teve recessão econômica, durante o governo Dilma Rousseff (PT).
Naquele ano, a alta foi de 287,9 pontos. Os dados são do Investing Brasil. O risco Brasil subiu 43,5 pontos só em dezembro, quando o governo e o Congresso discutiam o pacote fiscal, que reduz a trajetória de alta das despesas públicas. Parte dos agentes financeiros avaliou que as medidas eram insuficientes.
Além disso, os congressistas desidrataram parte da proposta, principalmente nas mudanças no BPC (Benefício de Prestação Continuada). As reações negativas dos agentes financeiros levaram o dólar comercial a superar R$ 6,00 pela primeira vez na história.
A moeda americana fechou o ano a R$ 6,18. O Ibovespa, principal índice da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), encerrou o ano a 120.283 pontos, com queda de 10,36% no ano e de 4,28%, no mês de dezembro.
Em dezembro de 2022, estava a 250,3 pontos. O patamar mais baixo do governo foi em fevereiro deste ano, quando atingiu 122 pontos. Em abril, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, flexibilizou o marco fiscal, tornando as metas de resultado primário menos ambiciosas.
A decisão elevou o risco país, que atingiu 160 pontos no mês. No último trimestre, o CDS aumentou com o atraso do governo no envio de medidas para conter os gastos públicos. As medidas aquém do esperado também contribuíram para a percepção de maior risco.
Foto: Sérgio Lima/Poder 360




