“SEM CARNAVAL, O FREVO DE NELSON FERREIRA PODE SER METÁFORA DE CAMPANHA”

“O Bloco da Vitória está na rua/ Desde que o dia raiou/ Venha minha gente/ Pro nosso cordão/ Que a hora da virada chegou, ô ô ô ô/ Quando o povo decide/ Cair na frevança/ Não há quem dê jeito/ Aguenta o rojão/ Fica sem comer/ Mas no fim dá tudo ok”.

Descartado o Carnaval por conta da pandemia, o frevo de Nélson Ferreira pode servir de metáfora da campanha eleitoral presidencial que se avizinha.

A “bolha” dos petistas que dão como certa a eleição em outubro do ex-presidente Lula, condenado em três instâncias do Judiciário por corrupção e lavagem de dinheiro, apostando nos resultados das pesquisas feitas até agora e desconhecendo ou manipulando o truque das enquetes de ouvir majoritariamente os favoráveis a determinado candidato.

A diretora do IPEC (ex-IBOPE), Márcia Cavallari, disse em live no YouTube em junho de 2021 que dependendo do tipo de pesquisa é possível antecipar o resultado. No processo face-a-face, quando o pesquisador indaga ao vivo a preferência de alguém, há um favoritismo em relação a Lula. E assim têm sido as últimas enquetes de 2021 quando o contato pessoal foi mais aberto.

Na primeira pesquisa de 2022, divulgada ontem, patrocinada pela Genial Investimentos e feita pela Quaest Consultoria – que sequer tem um site aberto –, as consultas foram todas face-a-face focadas principalmente nas faixas de 16 a 34 anos, pessoas que não tem memória vivida dos anos petistas (Lula/Dilma) que levaram o País a maior recessão econômica da nossa história, gerando 14 milhões de desempregados.

Já as maledicências cotidianas contra o presidente Bolsonaro, promovidas pela imprensa, pela oposição, por artistas e por parte do Judiciário, vem afetando a percepção do que é seu Governo. Visto apenas como um governante falastrão e que toda hora gera um conflito com as forças contrárias. 

Mesmo assim a “bolha” bolsonarista tem se mostrado fiel porque vê uma administração federal bem-sucedida e reformista. Dado fundamental para se ganhar uma eleição. “É a economia, estúpido”, como bravateava o marqueteiro de Clinton.

Para se ter ideia de como anda a economia do País, o ex-secretário do Tesouro Nacional Mansueto Almeida, hoje economista-chefe do banco BTG Pactual, que domina como poucos o orçamento do Governo e costuma ter os números na ponta da língua, traça um quadro detalhado da situação fiscal do País e diz que o resultado das contas governamentais em 2021 superou, de longe, as previsões catastrofistas feitas pela maioria absoluta de seus pares.

“A gente terminou 2021 com números muito melhores do que os esperados por qualquer economista, inclusive os mais otimistas, não um ano atrás, mas seis meses atrás”, afirma.

Segundo Mansueto Almeida, em entrevista ao Estadão, jornal de oposição ao presidente, “os Estados e municípios devem ter terminado 2021 com um superávit na casa dos R$ 100 bilhões, provavelmente o melhor resultado fiscal desde 1991. As estatais, com superávit de R$ 4 bilhões”.

“Nos últimos cinco anos, destaca o economista, o Brasil fez muitas mudanças boas em marcos regulatórios e, apesar de todo esse ambiente de incerteza e da pandemia, as concessões andaram.

Nos próximos três ou quatro anos, os investimentos em telecomunicações, com o 5G, e em saneamento, com o novo marco regulatório e o início das concessões pelas empresas estaduais, vão aumentar de forma significativa.

A mesma coisa deverá acontecer com as ferrovias e o transporte de cabotagem, que também tiveram mudanças regulatórias, e com as novas concessões de portos e aeroportos”.

Contudo, a pesquisa da Genial/Quaest, que colabora com a oposição, aponta que em 2021 houve uma piora na situação econômica do País, contrariando os números oficiais disponíveis para qualquer pesquisador. E que em 2022, diz a enquete, o principal problema é o desemprego, a falta de crescimento econômico e a inflação, pela ordem de grandeza.

Todas questões que vêm sendo combatidas. Só no ano passado foram criados 3 milhões de empregos formais e a volta da vilã inflação veio na onda da pandemia, uma sinostrose global por conta do vírus chinês.

Mas o que vai valer, ao fim e ao cabo, é a opinião dos milhões de eleitores brasileiros sobre quem deve governar o País a partir de 2023. Os dois postulantes à frente das pesquisas são bem conhecidos, um reformista à direita e um condenado por corrupção com uma agenda retrógrada à esquerda. A opção será por um país de futuro ou uma grande Venezuela. A hora da virada está chegando. Você, eleitor, decide. É isso.

Por: Antonio Magalhães – Jornalista

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