TOGADOS TOMARAM CONTA: CORTES JUDICIAIS SUPERIORES PODEM MUITO, MAS NÃO PODEM TUDO


As cortes judiciais superiores podem muito, mas não podem tudo. É um clichê usado comumente para alertar a cidadania que há um limite para os senhores togados: a Constituição Federal. Mas não é isso que os brasileiros estão vendo. Elas estão podendo tudo.

Desde a intromissão nos outros poderes da República à perseguição por vingança dos detratores desses tribunais. Para isso, alguns supremos monocráticos se arvoram no direito de investigar, denunciar e condenar esses inimigos imaginários que, no máximo, poderiam ser processados pelo Código Penal.
 
O Supremo Tribunal Federal (STF) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE) transitam sem embaraços pela vida política brasileira, mandando e desmandando, com o objetivo de impedir que se concretizem ações do Poder Executivo. E já assumiram claramente a oposição ao Governo Federal numa postura incompatível com suas atribuições constitucionais.
 
O TSE, para supostamente estimular a inscrição de jovens eleitores a partir dos 16 anos – que caiu pela metade em relação à eleição de 2018 –, a pauta petista, vem usando na sua propaganda institucional pessoas conhecidas e profundamente ligadas à esquerda, afilhadas de Lula.
 
Na mais recente propaganda paga pelo TSE com nossos impostos, a cantora Anita, bem à vontade numa cama, pede aos jovens que se registrem na Justiça Eleitoral para “tirar este presidente”. Uma comprovação do partidarismo deste tribunal.

Pois é ele que vai presidir as eleições com urnas eletrônicas de eficácia questionável e com a simpatia incomensurável de seus integrantes ao adversário do presidente Bolsonaro.
 
O exagero da gratidão aos porta-vozes da esquerda foi a tal ponto que o tribunal eleitoral resolveu esta semana conceder a medalha da Ordem do Mérito do TSE Assis Brasil a personalidades que se destacaram por prestarem relevantes serviços à Justiça Eleitoral e à democracia nas respectivas áreas de atuação.
 
Receberam a medalha, entre outros, o biólogo Atila Iamarino, que aterrorizou o País no início da pandemia afirmando que cálculos ingleses estimavam a morte de 5 milhões de brasileiros pela Covid. A atriz Camila Pitanga, petista raiz e garota-propaganda do TSE. O Dr David Uip, da turma do Doria que tomou cloroquina para superar a Covid e depois negou seu uso.
 
Ainda a professora Djamila Ribeiro, petista raiz e também garota propaganda do TSE. O célebre Dr. Dráuzio Varela, que falou em gripezinha e foi porta-voz da TV Globo na pandemia. A esquerdista de boutique Gabriela Prioli, a voz do dono da CNN Brasil.

E o ex-ministro de Esportes de Dilma, Orlando Silva, que comprava tapioca em Brasília com o cartão corporativo. O TSE, ingrato, esqueceu Anitta e Pablo Vittar, militantes extremados da democracia.
 
E como disse o presidente do TSE, Edson Fachin: “Enaltecemos hoje pessoas que, convertendo a realidade em compromisso, fizeram-se transformadores e sujeitos endereçados ao engajamento da cidadania, à participação democrática, ao respeito à diferença, e ao diálogo como exigência fundamental da própria existência humana”, afirmou.
 
Olhando de perto, as palavras não combinam com os gestos dos supremos de toga. Mas homenagear quem não merece já faz parte do ideário do PT. Vide o caso narrado pelo jornalista Carlos Brickmann na sua coluna “Chumbo Gordo” desta semana:
 
“O governador da Bahia, Rui Costa, do PT, concedeu ao governador da Bahia, Rui Costa, do PT, a Medalha do Mérito da Casa Militar do Governador. A condecoração foi criada pelo governador Rui Costa, do PT, em 15 de setembro de 2020. Mas o governador da Bahia, Rui Costa, do PT, não foi o único agraciado com a comenda criada por ele mesmo: ele também as entregou a companheiros de PT baiano e a auxiliares de seu governo”.
 
“Entre os premiados pelo governador petista, estão o cacique maior do PT baiano, senador Jaques Wagner; o candidato do PT ao Governo da Bahia, Jerônimo Rodrigues Souza; um oficial da Polícia Nacional da Colômbia, tenente-coronel John Alexander Becerra Zabala, e auxiliares diretos do governador”.
 
O curioso, aponta Brickmann, é que nenhum baiano fora do PT mereceu a condecoração. “E não perguntem a estranha presença de um oficial estrangeiro entre os condecorados. Até agora jamais imaginaria que houvesse petistas na Colômbia”. É isso.

Por Antonio Magalhães – Jornalista

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