Revista Veja/Radar
Chefe da Justiça Eleitoral, a ministra Cármen Lúcia virou alvo, nos últimos dias, de fortes críticas de colegas de toga por causa da inação do Tribunal Superior Eleitoral – TSE, em relação à campanha eleitoral antecipada promovida por Lula no país. “Se não tomarmos cuidado, isso desmoraliza o tribunal”, disse um ministro.
O constrangimento foi asssunto de uma conversa com a presidente do TSE, que reconheceu o problema. “Cármen demonstrou preocupação. A Procuradoria Eleitoral e a Corregedoria Eleitoral precisam agir”, disse outro ministro. Em 2021, a Corregedoria e a Procuradoria da Justiça Eleitoral abriram, de ofício, a a purações contra Jair Bolsonaro por campanha eleitoral antecipada.
O mesmo não se repete agora, daí o sentimento de constrangimento da Corte levado até Cármen Lúcia. Em nove meses, Lula já armou palanques em vinte estados e esteve em 52 cidades usando o mesmo método do: anúncios de gestão, discursos exaltando candidatos aliados locais e a sua própria reeleição. Só faltou pedir voto.
Somente neste ano, Lula usou a máquina do Planalto para fazer quatro pronunciamentos em rede nacional, com foco em medidas de apelo eleitoral e críticas a adversários. Houve ainda movimentos de claro marketing eleitoral, como a constrangedora reunião ministerial dos bonés azuis, com fotos de todos os ministros e vídeos de IA sobre o “nós contra eles” nas redes sociais
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