Poder360
Governo do presidente Lula (PT) deve fazer um novo pente-fino em cargos indicados pelo Centrão, depois que deputados dos partidos votaram a favor da derrubada da MP alternativa ao IOF. Com o revés, a gestão petista deixará de arrecadar R$ 17 bilhões até o fim de 2026.
O Planalto já demitiu sete pessoas ligadas aos partidos. Entre eles, foram retirados do cargo nomes do PP e do PL, na Caixa Econômica Federal, do PSD no Ministério da Agricultura e do MDB no Dnit Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, de Roraima.
As trocas também se deram em 4 superintendências estaduais do Ministério da Agricultura: Paraná, Maranhão, Pará e Minas Gerais. Nos 2 primeiros, deputados do PSD nos Estados votaram em peso a favor da retirada da MP de pauta. Confira abaixo, quem foi demitido, por ser contra à proposta da MP do governo federal.
José Trabulo Júnior – consultor da presidência da Caixa ligado ao presidente do PP, senador Ciro Nogueira; Wellington Reis de Sousa – superintendente da Superintendência de Agricultura Estado do Maranhão, indicado pelo PSD; Juliana Azevedo Bianchini – superintendente da Superintendência de Agricultura Estado do Paraná, indicada pelo PSD; Jesus de Nazareno Magalhães de Sena – superintendente da Superintendência de Agricultura do Estado do Pará, indicado pelo PSD;…
O líder do Governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), disse no sábado (11) que a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), vai “meter a faca” em cargos do Centrão. Segundo ele, os principais alvos são os vice-presidentes da Caixa Econômica Federal.
O presidente do banco, Carlos Viana, é indicação do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) e não deve ser demitido. Os outros 11 dos 12 vice-presidentes estão na mira do Planalto e devem ser trocados. A Vice-Presidência de Habitação está sob comando do PT e não deve ser alterada.
Líderes da Câmara dizem Ciro Nogueira e o cacique do PSD, Gilberto Kassab, atuaram em sintonia com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para derrubar a proposta do governo. O governador nega a articulação. Segundo apurou o Poder360, o governo já esperava a derrubada da MP e escolheu levar a medida para ser votada em plenário para separar o “joio do trigo”.
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