A seis meses do 1º turno da eleição, marcado para 4 de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta um cenário acirrado em um eventual embate contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Levantamento do Poder360 com as pesquisas feitas desde o início do ano mostra que encurtou a distância média entre os dois em eventual 2º turno.
O petista registrava uma média de 5,2 pontos percentuais de vantagem em fevereiro. Agora, apesar de se manter à frente, essa diferença caiu para 1,3 pontos percentuais. Em simulações de 2º turno, o indicador registra que o petista tem média de 42,8% das intenções de voto, ante 41,5% de Flávio. Em fevereiro, Lula tinha 46,0%, ante 40,8% de Flávio.
A piora na média de intenções de voto de Lula ocorre em paralelo à alta na reprovação de seu desempenho como presidente registrada no final de março pelo PoderData. No estudo, 61% dos eleitores declararam desaprovar o comando do país pelo petista. O desgaste acontece apesar do reforço na agenda econômica e social adotada pelo governo nos últimos meses.
Como o Poder360 mostrou, de olho na reeleição, o presidente resgatou programas sociais e preparou medidas voltadas a diferentes segmentos, com gastos que já somam ao menos R$ 403,2 bilhões. Lula também apostou na ampliação da isenção do IR para quem ganha até R$ 5.000 e em descontos para salários de até R$ 7.350.
Tratada como um trunfo da campanha, a medida não produziu o efeito eleitoral esperado. Pouco ampliou o apoio em segmentos onde o presidente tem menor aprovação, que vê a distância para Flávio Bolsonaro diminuir.
METODOLOGIA
Para produzir esta reportagem, o Poder360 compilou os resultados das pesquisas de intenção de voto feitas de 1º de janeiro até 31 de março de 2026 pelas empresas AtlasIntel, Datafolha, Futura Inteligência, Paraná Pesquisas, Quaest e RealTime BigData.
Em outro momento da pesquisa, o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Lula aparecem tecnicamente empatados em São Paulo, maior colegio eleitoral do País – no promeiro turno do pleito com vantagem numérica segundo pesquisa Atlas/Estadão divulgada na quarta-feira (01).
Para Um eventual segundo turno entre os dois, o senador toma à frente do petista, com vantagem de cinco pontos, acima da margem de erro do levantamento, que é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.
Foto:Wilton Jr Estadão




