Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Portaria do Ministério da Saúde – MS com incentivo financeiro do Governo Federal foi publicada nesta segunda-feira (19) no Diário Oficial da União – DOU, para custeio, desenvolvimento de ações estratégicas de apoio à gestação, pré-natal e puerpério, com vistas ao enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. De acordo com o MS,
os recursos destinados para a iniciativa são de: R$ 247 milhões, por meio do Fundo Nacional de Saúde – FNS.
O repasse será feito de modo automático e em parcela única, aos fundos municipais e distrital de Saúde. A verba deve ser aplicada, por exemplo – na identificação precoce, no monitoramento de gestantes e puérperas com síndrome gripal, síndrome respiratória aguda grave ou com suspeita ou confirmação de Covid-19. Também será
investido na qualificação das ações de atenção ao pré-natal odontológico e no suporte ao distanciamento social para gestantes e puérperas que não possuam condições para realização de isolamento domiciliar.
Nesse sentido, os recursos vão fomentar a utilização das casas de gestante, bebê e puérpera.
Ainda entre as ações estratégicas, a norma prevê que a verba repassada, em caráter extraordinário, possa fortalecer e garantir o cuidado das gestantes e puérperas, em todos os pontos da Rede de Atenção à Saúde e fomentar a realização de testagem para detectar a Covid-19.
Isto será feito por meio de metodologia de RT-G, PCR da gestante e puérpera que apresente síndrome gripal, síndrome respiratória aguda grave ou sintomas da Covid-19, em qualquer momento da gestação, conforme recomendação do Ministério da Saúde. A Portaria prevê, ainda, que, o auxílio extraordinário possa fomentar a realização dos exames preconizados pela Rede Cegonha até a 20ª semana de gestação promovendo a identificação de doenças preexistentes em tempo oportuno.
ADIAMENTO DE GRAVIDEZ
Na última sexta-feira, o médico ginecologista e secretário de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Raphael Parente recomendou que, se possível, mulheres adiem a gravidez até uma melhora nos números negativos da pandemia. “Caso possível, postergar um pouco a gravidez, para um melhor momento, em que você possa ter a sua gravidez de forma mais tranquila”.
“A gente sabe que na época do Zica, durante um, dois anos, se teve uma diminuição das gravidezes no Brasil, e depois aumentou. É normal. É óbvio que a gente não pode falar isso para alguém que tem 42, 43 anos, mas para uma mulher jovem, que pode escolher um pouco ali o seu momento de gravidez, o mais indicado agora é você esperar um pouquinho até a situação ficar um pouco mais calma”, ressaltou o Secretário.
O alerta foi feito pelo fato de que, a gravidez, é uma condição que favorece a formação de coágulos no sangue, as chamadas tromboses. Essa complicação pode tornar a Covid-19 ainda mais perigosa durante as gestações.




