Prefeito João Campos (PSB) anunciou, na manhã desta sexta-feira (12), a execução da obra de recuperação dos 60 quiosques da orla de Boa Viagem e do Pina, na Zona Sul do Recife. O principal cartão-postal da cidade sofre com o abandono, falta de estrutura e sem zelo por parte do poder público.
Com a iniciativa, a gestão municipal assume o comando dos trabalhos após encerrar o termo de cooperação firmado em julho de 2020, no governo Geraldo Julio (PSB), com a Associação dos Barraqueiros de Coco do Recife (ABCR).
O contrato anterior previa que os próprios comerciantes seriam responsáveis pela requalificação dos quiosques, captando recursos junto a empresas privadas.
A gestão João Campos informou que decisão de intervir foi devido o atraso no cumprimento dos prazos estabelecidos para o início dos trabalhos – que deveriam ser iniciados ainda este ano – e em razão da necessidade das obras.
A PCR afirma que realizará a requalificação do novo projeto a partir de fevereiro de 2022, com prazo de conclusão dos trabalhos, em 15 meses.
“Os quiosques serão completamente móveis. Então vai ser outra estrutura, outro layout, e foi feito conversando com os quiosqueiros, com especialistas que participaram da concepção. Ela tem uma maior área de cobertura e uma maior área interna”.
” Essa coluna central, que é muito criticada pelos quiosqueiros, vai ser retirada. Então é um novo projeto, vai ser maior, com uma estrutura muito mais moderna. Todos os 60 quiosques serão repaginados”, afirmou o prefeito João Campos.
O edital foi publicado nesta sexta-feira (12) no Diário Oficial do Município do Recife. As obras terão custo total de R$ 10,2 milhões com recursos da PCR. Os serviços serão realizados em dez lotes de seis quiosques cada. As obras serão executadas pelo Gabinete de Projetos Especiais e conta com a parceria da Secretaria de Políticas Urbanas e Licenciamento.
Os novos quiosques terão tamanho padrão de 39,8 metros quadrados de área coberta, sendo 12,14 metros quadrados de área interna – maiores que as estruturas atuais.
“O sistema de lajes de concreto de alto desempenho vai garantir segurança e durabilidade aos quiosques, além de facilitar a manutenção. Com isso serão evitados os arrombamentos que viraram constante na orla. A acessibilidade está contemplada no projeto – os equipamentos têm previsão de balcão acessível para atendimento de cadeirantes”, assegurou o Prefeito.

“O projeto terá forte identidade recifense, com a preservação da herança arquitetônica, da memória urbana e da cultura popular da cidade. A laje plana projetada dialoga com a linha do horizonte da praia”.
“O concreto pigmentado na cor areia confere originalidade e contemporaneidade ao conjunto dos quiosques, como encontrado no Museu Cais do Sertão em Recife, no Paço das Artes em São Paulo, no Museu Casa Paula Rego em Portugal, ou mesmo, no Museu Iberê Camargo em Porto Alegre com o concreto branco estrutural”.
“O painel de azulejaria de tradição portuguesa e largamente utilizado na arquitetura moderna brasileira e pernambucana – a exemplo dos encontrados no Edifício Acaiaca em Boa Viagem, Edifício Barão de Rio Branco na Boa Vista, do arquiteto Delfim Amorim e nos volumes das cascas de cobertas pré-moldadas de Armando de Holanda no Parque dos Guararapes”.
Ele foi incorporado ao projeto, com um redesenho das antigas velas e ondas das calçadas da Avenida Boa Viagem, se transformando num momento de resgate da memória urbana do Recife. Os azulejos revestirão os depósitos que irão auxiliar na organização do novo layout interno. Os beirais amplos dos quiosques trarão sombras mais generosas, dando o conforto ambiental tão necessário nas cidades tropicais”, ressaltou João Campos.




