Deputado estadual Antonio Coelho (DEM) usou a tribuna da Assembleia Legislativa de Pernambuco – Alepe, nesta quarta-feira (23) para lamentar a precária situação da capital pernambucana, classificada entre as 20 piores cidades brasileiras em coleta de saneamento básico.
Conduzido pelo Instituto Trata Brasil, o estudo avaliou os indicadores dos 100 maiores municípios do País. Os dados divulgados nesta terça-feira (22), retratam a grave condição vivida pelas famílias brasileiras cuja realidade se apresenta ainda mais discrepante quando comparados os indicadores das 20 melhores com as 20 piores cidades do Brasil.
O Líder da Oposição assinalou não ter dúvida de que a universalização do saneamento básico é um desafio para o País, onde cerca de 100 milhões de cidadãos não têm acesso à coleta de esgoto. No entanto, frisou que a situação do Recife e de Pernambuco é ainda mais preocupante. “Nós estamos ficando para trás na marcha da universalização do saneamento básico”, sentenciou o Parlamentar.
Para pontuar a gravidade da situação vivida pelo recifense, o deputado Antonio Coelho destacou alguns indicadores apresentados pelo estudo. O Recife ocupa a 83ª posição entre as 100 cidades avaliadas. O baixo investimento por habitante é outro ponto negativo que consta contra a capital pernambucana.
“Investimos, por habitante, apenas 47% do que Cuiabá, cidade líder do ranking, investe, ou seja, menos da metade”, ressaltou o Deputado, realçando que, a capital também se posiciona mal no contexto do Nordeste. “O Recife investe cerca de 30% a menos do que Natal, a capital nordestina mais bem colocada neste critério”, frisou.
O fato de o Recife ter despencado 17 posições no ranking nos últimos oito anos do levantamentos (2013 a 2020) também não passou despercebido pelo oposicionista, que fez questão de pontuar que o citado período corresponde a gestões do PSB tanto à frente da capital quanto do Estado.
“Podemos estabelecer uma linha muito clara entre o sofrimento do povo pernambucano e a ineficiência e o esgotamento do modelo estatal vigente em Pernambuco. O governador age para assegurar os interesses da Compesa, afugentando investimentos privados”.
“Mas a política do saneamento básico não deve proteger interesses corporativistas; nós precisamos priorizar a população carente de saneamento básico e de acesso à água tratada. Vamos defender uma nova visão de governo, que possa convidar um maior papel da iniciativa privada e, assim, estabelecer um novo tempo no saneamento básico”, pontuou Antonio Coelho
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