Na contramão do Brasil e do Nordeste, Pernambuco registrou crescimento de 10,7%, dos assassinatos nos seis primeiros meses deste ano. O Estado fechou o semestre ainda com a pior média mensal de crimes violentos do Brasil.
Os dados do Monitor da Violência foram repercutidos pelo candidato a governador Miguel Coelho (UB), ao afirmar que o avanço desenfreado da criminalidade é consequência da perda do comando das políticas de segurança.
Durante sabatina na Fecomércio-PE, nesta quinta-feira (25), Miguel lembrou que o cenário de violência extrema prejudica também os negócios. “Quem vai investir num Estado que tem a maior taxa de crimes violentos, que o número de assassinatos cresce todo mês e não tem infraestrutura nenhuma”? Questionou o Ex-prefeito de Petrolina.
Para Miguel Coelho é preciso retomar com urgência o comando da segurança e potencializar a ação da polícia. “Semana passada, teve uma briga de facções num presídio que vazou pelas redes sociais através dos celulares dos presos”.
“O Estado perdeu totalmente o comando da política de segurança. O Estado precisa ser firme, ter liderança, mas não para mostrar uma planilha de Excel e fingir que está tudo bem. Precisamos de ações para as pessoas se sentirem seguras, protegidas e com uma polícia valorizada”, desabafou.
No fim da sabatina, Miguel recebeu do presidente do sistema Fecomércio/Sesc/Senac-PE, Bernardo Peixoto e da chefe da Divisão de Relações Institucionais da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Nara de Deus, a Agenda Institucional do Sistema Comércio e o documento regional do “Projeto Vai Turismo”.
O material agrega demandas e sugestões de setores distintos, como bem-estar social, comércio exterior, educação, infraestrutura, macroeconomia, incentivo ao turismo, investimentos convergentes, oferta qualificada e governança.
Foto: Max Brito




