Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mandou seus ministros reservarem e pagarem emendas ao Orçamento para deputados em volume recorde.
O rolo compressor está sendo usado para aprovar ainda nesta quinta-feira (06) a emenda constitucional da reforma tributária, projeto controverso com muitas instituições em dúvida sobre se os efeitos serão positivos e se, de fato, reduzirão o volume de impostos arrecadados no país, como diz o governo….
Na quarta-feira (05), tornou-se público que no dia anterior Lula havia reservado R$ 2,1 bilhões para emendas ao Orçamento. Foi uma cifra recorde para um único dia no governo petista. Os dados mais atualizados serão conhecidos ainda nesta
A depender do volume, o Planalto pode ter assegurado os 308 votos para aprovar a reforma tributária –a Câmara tem 513 deputados e é preciso o apoio de 3/5 para aprovar uma emenda constitucional (ou seja, 308 deputados têm de votar a favor).
Na noite do mesmo dia houve um requerimento que pedia a retirada de pauta votado pelo plenário da Câmara. Foi um teste. O governo ganhou com 302 votos. É um placar apertado. Causa incerteza sobre a aprovação do projeto.
Para vencer hoje, o governo necessita de apoio do chamado Centrão, o grupo de partidos sem coloração ideológica clara e que sempre tende a apoiar o presidente de turno. Mas os deputados do Centrão em sua maioria são movidos a fisiologia: dinheiro de emendas ao Orçamento e cargos.
O PP, do presidente da Câmara, Arthur Lira, e o PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, foram os partidos mais beneficiados na última liberação de emendas. Juntos, os deputados das duas legendas deram 38 votos para não retirar a tributária da pauta – 32 do PP e apenas 6 do PL.
A gestão petista precisará de mais votos do PL para ter uma vitória um pouco mais confortável na tributária. Contará com um aliado improvável: Tarcísio de Freitas (Republicanos). O governador de São Paulo se reunirá com Bolsonaro na manhã desta 5ª feira. O objetivo do encontro: convencer o ex-presidente a apoiar a reforma.
Em um cenário no qual todos os 302 deputados que votaram com o governo repitam os votos pela tributária + os 13 restantes do Republicanos, o governo teria, assim, 315 votos. É suficiente para aprovar a proposta. A margem, no entanto, é apertada….
Foto- Divulgação/ Câmara




