ADVOGADO JOÃO GALAMBA DESTACA O GRANDE NÚMERO DE CASOS DE TRABALHO ESCRAVO NO PAÍS

Ano passado, um total de 124 pernambucanos foram resgatados em situação de trabalho escravo contemporâneo. Ou seja, pelo menos dez casos por mês. Os dados foram divulgados na terça-feira (24), resultado de um levantamento da Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego.

O estudo é um alerta para este sábado (28), quando é lembrado o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. Em todo Brasil, 2.575 trabalhadores passaram pela mesma situação, de janeiro a dezembro de 2022.

.Houve 462 fiscalizações, que resultaram em mais de R$ 8 milhões em direitos trabalhistas pagos. Sobre o termo pouco conhecido no país, o advogado trabalhista João Galamba, do escritório Galamba & Félix Advogados, explica que a situação é muito comum.

“Trabalho escravo é uma grande violação dos direitos humanos, que restringe a liberdade dos funcionários e atenta contra a dignidade daquelas pessoas.

O termo ‘trabalho escravo contemporâneo’ é usado no Brasil para designar a situação em que pessoas sãp submetidas ao trabalho forçado, jornadas exaustivas, condições degradantes ou até servidão por dívida. Não é necessário que esses quatro elementos estejam presentes. Apenas um deles, já é considerado trabalho escravo”, explicou João Galamba.

“A exemplo da criminalização, que é prevista no Código Penal, essas constantes diligências do Ministério do Trabalho, da Polícia Federal, enfim, dos órgão estatais que fazem a identificação dessas pessoas que praticam o trabalho escravo, a exploração de pessoas”.

“Mas o principal é a quebra do ciclo do trabalho escravo quando se promove educação e a qualificação dessas pessoas, profissionais trabalhadores vulneráveis. Dando a eles a oportunidade para que não se submetam às essas situações que são análogas para a escravidão”, acrescentou o Advogado

As denúncias de irregularidades trabalhistas e de trabalhos análogos ao de escravo podem ser feitas pelo telefone, através do 193. Também é possível pela internet, através dos canais digitais de denúncia da Secretaria do Trabalho do Ministério da Economia. Todo processo é sigiloso e os dados não serão divulgados. 

Foto – Divulgação

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