Academia Pernambucana de Letras Jurídicas (APLJ) celebra 47 anos nesta sexta-feira (05), com soenidade, a partir das 19h, no auditório Pleno do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, Edifício Ministro Djaci Falcão, Cais do Apolo S/N– área central do Recife.
Na ocasião, a entidade que tem pela primeira vez uma presidente mulher, escolheu homenagear a então governadora Raquel Lyra, também advogada, pela representatividade como liderança feminina.
A nova presidente Rosana Grinberg e a nova diretoria para o biênio 2022/2024, composta por Nelma Quaiotti (vice-presidente), Luciana Grassano (secretária), Luiz Brito (tesoureiro) e Marta Freire (diretora Cultural e de Relações Públicas) já tem dentre os projetos a serem executados ainda este ano, uma série de documentários que visa destacar a valorização de mulheres em altos cargos.
Sob o nome “Mulheres na Direção”, o projeto está sendo desenvolvido pela juíza Roberta Araujo, que também é responsável pela saudação à governadora. O objetivo é criar conteúdo para motivar e mostrar o desempenho de juízas e outras autoridades no ramo do Direito para servir de exemplo para as novas gerações.
“Queremos mostrar experiências de mulheres em posições de destaque e provar que podemos superar os desafios e chegar a lugares inimagináveis”, afirma Araujo. “A governadora Raquel Lyra é um grande exemplo de sucesso que devemos aplaudir”, completou.
Atualmente com 53 membros, a APLJ foi fundada em 03 de maio de 1976 no Salão Nobre da Faculdade de Direito do Recife, por 16 dos maiores juristas de Pernambuco à época. A entidade tem por finalidade o estudo do Direito em todos os seus ramos e o aperfeiçoamento e difusão das letras jurídicas.
Após um hiato de 20 anos de inatividade, entre 79 e 98, a APLJ retomou os trabalhos em fevereiro de 1999 sob a presidência do Professor Luiz Pinto Ferreira, quando a entidade foi registrada como pessoa jurídica de direito privado.

Do grupo inicial, destaca-se um dos últimos remanescentes da fundação, o acadêmico Claudio Souto, criador e introdutor da disciplina “Sociologia do Direito” nas universidades brasileiras, implantado nos fins dos anos 50, e que ainda faz parte da Academia Pernambucana de Letras Jurídicas.
Outra autoridade que deve ser lembrada durante a apresentação conduzida pelo membro do conselho Fiscal Fernando Araújo é a professora Bernadete Pedrosa (in memoriam), que foi a primeira mulher a ocupar uma cadeira na APLJ.
Natural da cidade de Monteiro, na Paraíba, a acadêmica foi a primeira profissional feminina a assumir cargo de professora titular efetiva na Faculdade de Direito do Recife. Fez parte dos fundadores da Academia Pernambucana de Letras Jurídicas e foi a primeira Advogada de Ofício de Pernambuco, depois vindo a integrar a Defensoria Pública de Pernambuco, como Defensora Pública Aposentada, em 2011.
FESTIVIDADE
A solenidade que marca os 47 anos da entidade será para convidados e deve reunir nomes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. A celebração contará com bolo, espumante e apresentação da Orquestra de Câmara do Alto da Mina.
Comandado pelo Instituto Maestro Israel França, o projeto musical é formado por jovens da comunidade homônima, no bairro dos Bultrins, em Olinda. A iniciativa atende mais de 50 crianças e adolescentes e tem como finalidade a promoção da educação e cultura, bem como a realização de estudos e pesquisas na área.
SERVIÇO:
- 47 anos da Academia pernanambucana de Letras Jurídicas
- 05 de maio de 2023 a partir das 19h
- Auditório Pleno do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (Edifício Ministro Djaci Falcão, Cais do Apolo S/N – Centro).
Fotos – Divulgação




