Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL) deflagrou no último sábado (18) uma ação coordenada de ocupação de terras em três estados brasileiros. Chamado pelo movimento de “Carnaval Vermelho”, a mobilização está reivindicando “terra, trabalho, moradia e educação, através da ocupação de terras.
Em nota, o FNL sustenta que as áreas já foram reconhecidas como públicas pela Justiça, porém ainda permanecem abandonadas sem cumprir “seu uso social”.
A entidade diz que há mais de 1 milhão de pessoas ameaçadas de despejos coletivos e critica o corte de 93% nos programas de habitação popular realizados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ainda na nota, grupo defende o direcionamento de imóveis ociosos da União para habitação popular e a retomada do programa Minha Casa, Minha Vida.. Com mais de 10 ocupações realizadas nos últimos dias, o movimento atua tanto nas cidades, com manifestantes sem teto, como no campo, com manifestantes sem terra.
Em São Paulo, destacam-se ocupações nas cidades de Rosana, Presidente Venceslau e Marabá Paulista, no Mato Grosso do Sul, aconteceu uma ocupação na cidade de Japorã, enquanto no Paraná a ocupação foi urbana, com famílias invadindo um prédio abandonado na cidade de Paiçandu.
Em Rosana, na fazenda São Francisco aconteceu uma troca de tiros entre fazendeiros e sem terra, sem registro de feridos. Segundo o FNL seus integrantes foram agredidos e ameaçados por fazendeiros.

Com o apoio da deputada estadual Mônica Seixas (Psol-SP) o grupo encaminhou um pedido ao governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), apoiador do ex-presidente Bolsonaro, para que a Secretaria de Segurança Pública do Estado atue de forma preventiva contra violências no campo, pede o grupo em ofício encaminhado ao secretário de Segurança Pública.
A Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de São Paulo (Aprosoja-SP), publicou nesta terça-feira (21) uma nota onde “condena veementemente a relativização do direito de propriedade, a destruição de patrimônio”.
“Conclamamos às autoridades constituídas; Governo Estadual e Governo Federal para que atuem de maneira firme e contundente no sentido de desmobilizar as invasões e criminalizar os líderes e demais envolvidos nestes atos que atentam contra o Estado Democrático de Direito”, conclui a nota dos produtores.
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