Governo de Pernambuco, através da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco – Fundarpe anunciou, nesta quinta-feira (1º), a lista final do 19º Concurso Público do Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco (RPV–PE).
Dez mestres, mestras e grupos foram eleitos para se juntar ao seleto grupo de Patrimônios Vivos do estado, que agora tem 105 contemplados. Os novos Patrimônios Vivos de Pernambuco são: Benedito Belo da Silva – Benedito da Macuca (forró, Olinda); Caboclos Cahetes de Goiana (caboclinho, Goiana); Clube Carnavalesco e Cultural Caiporas de Pesqueira – Caiporas de Pesqueira, (clube carnavalesco, Pesqueira).
E tambem, Clube Carnavalesco Misto Vassourinhas de Olinda – Clube Vassourinhas de Olinda (clube carnavalesco, Olinda); Francisco Vicente Nogueira – Chico Santeiro (artesanato, Triunfo); Índios Tabajaras (tribo de índio, Goiana); João Antônio da Silva – João Limoeiro (ciranda, Carpina); João Luiz de Santana – João de Cordeira (mestre em caboclinho, João Alfredo); Quadrilha Raio de Sol (quadrilha junina, Olinda) e Sociedade Musical Pedra Preta (banda filarmônica, Itambé).
O encontro contou com a participação de membros do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CPPC-PE), titulares, suplentes e interessados no tema. A presidente do CPPC-PE e vice-presidente da Fundarpe, Claudia Rodrigues, abriu a reunião com uma apresentação.
Ana Barbosa, vice-presidente do Conselho e representante da sociedade civil no segmento Urbanismo & Meio Ambiente, conduziu a mesa-diretora. Amanda Carneiro, gestora dos Conselhos Políticos, também esteve presente.
Entre os critérios definidos pelo CEPPC-PE para a eleição, destacam-se: o risco de desaparecimento de determinadas linguagens; segmentos não contemplados anteriormente; priorização das interseccionalidades (gênero, risco social, etnia/raça); baixa visibilidade e dificuldade de acesso aos editais.
A vulnerabilidade social; relevância cultural do grupo ou pessoa; representatividade regional dos municípios; oportunidade para aqueles que não acessam editais de fomento; relevância do trabalho cultural; idade do candidato ou antiguidade do grupo; e avaliação da situação de carência social, estão incluídos nas exigências. “A avaliação da etapa final do concurso é superpositiva”, comemorou Ana Barbosa.
“Aqui também foi feita a leitura em tela do ofício que formaliza o resultado, que vai ser publicado, dando publicidade à resolução final do certame, que culmina com o decreto da governadora Raquel Lyra nominando os dez Patrimônios Vivos”, antecipou Claudia Rodrigues.
Foto: Edmar Melo/Secult-PE




