Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil
A Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz negou reserva de vacinas contra a Covid-19, para ministros e servidores do Supremo Tribunal Federal – STF. A Corte havia solicitado o recebimento de 7 mil doses, assim que algum dos imunizantes em testes, for aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa. Decisão da Fiocruz aconteceu nesta quarta-feira (23).
De acordo com a Fundação, as doses serão repassadas ao Ministério da Saúde, para distribuição no Sistema Único de Saúde (SUS). “A Fiocruz esclarece que, como uma instituição estratégica do Estado brasileiro, visa garantir a produção nacional da vacina contra a Covid-19 para a população brasileira, pelo SUS, e atender à demanda do PNI – Programa Nacional de Imunização”, afirmou a entidade, em resposta enviada ao STF.
O Supremo alegou que a imunização iria ajudar a Corte a “contribuir com o país”, vacinando servidores e destinando equipamentos públicos de saúde para outras pessoas. Além do Supremo, o Superior Tribunal de Justiça – STJ e o Tribunal Superior do Trabalho – TST procuraram a entidade para tentar reservar a compra de doses da vacina.
“O Tribunal Superior do Trabalho afirmou em nota, que também solicitou à Fiocruz a compra de doses de vacina contra a Covid-19, para realização de vacinação interna com o intuito de colaborar e acelerar o processo de imunização da população”. Os demais pedidos também devem ser negados, pois a Fiocruz não tem autonomia para decidir quais grupos receberão as doses primeiro.




