Uma parcela do eleitorado brasileiro está disposta a levar o País a uma situação mais desastrosa. Quer manter no poder um cidadão que foi condenado em três instâncias do Judiciário por corrupção e lavagem de dinheiro. Quer levar a Nação pelo caminho da insensatez já anunciada pelo dito cujo para “fazer mais do que fez” nos períodos anteriores que governou pessoalmente e em outros virtualmente com uma preposta. O resultado todos conhecem.
Este homem e seu insensato pessoal veem, sem dor na consciência, o estrago que foi feito até agora. E continuam desejando estar no poder contra todas as evidências de má gestão. O livro ‘A Marcha da Insensatez’ da historiadora norte-americana Barbara Tuchman, duas vezes vencedora do Pulitzer, trata de um dos grandes paradoxos da humanidade: a insistência dos governos em adotarem políticas contrárias aos próprios interesses.
A obra cobre quatro conflitos históricos em que decisões erradas daqueles que estavam em posições de liderança tiveram consequências catastróficas: a Guerra de Troia; a Reforma Protestante; a Independência dos Estados Unidos; e a Guerra do Vietnã.
“A reflexão mais interessante, eu diria até assustadora, é a completa incapacidade de governantes (e governados) enxergarem quando estão repetindo exatamente os mesmos erros trágicos do passado — muitas vezes, um passado bem próximo”, avalia o resenhista do Meio e Mensagem, Marcos Caetano.
“Se os homens pudessem aprender da História, que lições nos poderiam dar”, lamentou-se o ensaísta inglês Samuel Coliridge (1772-1834), citado por Barbara Tuchman no seu excelente livro. “Mas a paixão cega nossos olhos e a luz que a experiência nos dá é a de uma lanterna na popa, que ilumina apenas as ondas que deixamos para trás”, completa o gringo.
E é isso que se vê nesta campanha eleitoral para a Presidência da República. A insensata busca dos petistas por um passado controverso que não volta mais. O chefão já não distribui migalhas ou pão com mortadela para o eleitor, como no passado. Agora não há mais a prometida picanha, nem a inclusão do pobre no orçamento da Nação. O que foi dito na campanha eleitoral anterior desfez-se no tempo. Das promessas restaram dívidas para 70 por cento das famílias brasileiras.
Cresceram os gastos desnecessários ou descontrolados, com viagens do casal presidencial, com cartões corporativos e suas contas sigilosas por 100 anos. As críticas atuais focam no crescimento da despesa acima da receita, nos R$ 300 bilhões fora das metas fiscais. E com elas crescendo num ritmo quase duas vezes maior que o aumento da arrecadação, que, mesmo com o aumento de impostos – só nestes 4 anos foram 37 iniciativas de novas taxas e tributos – não cobriu o rombo das contas públicas.
O Brasil é hoje um país com os Poderes da Nação desequilibrados, descumprindo a Constituição Federal. Onde são caçados opositores e dissidentes do regime PT-STF-Velha Mídia, exilam jornalistas e políticos. Prendem milhares de pessoas comuns acusadas e condenadas por um crime inexistente. E nem mesmo com os R$ 255,3 milhões investidos pelo governo petista na propaganda governamental, vai ser possível encobrir o atual desmantelo político e econômico do Brasil e muito menos o caos do próximo ano já anunciado.
E não se pode esquecer os escândalos de corrupção que envolveram altas autoridades e parentes como “correntistas” do Banco Master de Vorcaro ou “amigos da onça” dos velhinhos aposentados do INSS. Desvios de bilhões de reais. Toda a grana roubada poderia ter sido usada em benefício dos brasileiros, lamentam os paisanos.
Neste momento, o palanque governista já se enche de discursos roucos e raivosos, encaminhando propostas e programas marqueteiros. Isso depois do fracasso de gestão de empresas públicas, antes superavitárias, que só serviram nesta gestão do PT para dar emprego à sua turma e facilitar o uso do caixa.
Voltou, como se viu, o trem da alegria de militantes e apaniguados, também a censura à imprensa não aparelhada e às redes sociais, onde a população vem conseguindo minimamente se expressar contra o estabelecimento pautas de comportamento social em desacordo com que pensam os brasileiros sensatos.
Esta parcela governista pode estar pavimentando o caminho para a marcha da insensatez, uma expressão política difundida no livro de Barbara Tuchman. O candidato do PT não quer ver aonde podemos chegar com sua administração.
Basta observar a devastação da vizinhança na América Latina governada no passado recente pela esquerda do Fórum de São Paulo, que só agora se recupera como nações livres. Caso seja reeleito o atual mandatário, o prenúncio é de um amanhã de tristezas com o cheque de despesas estouradas. É isso.
Por Antonio Magalhães – Jornalista



